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terça-feira, março 17, 2026

O ódio como método: Misoginia, plataformas e políticas de morte – Revista Cult

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“Não se enganem, a internet é um território masculino.”
J. R. Vickery
Em 2025, uma série visceral expôs os subterrâneos das plataformas digitais para um público ampliado. Adolescência, produção britânica criada por Jack Thorne e Stephen Graham, com direção de Philip Barantini, acendeu o debate sobre misoginia, juventude e internet ao nos jogar, em plano-sequência, na vida de Jamie. Minguado, cheio de sardas, jeitinho inofensivo, Jamie não atende aos estereótipos do adolescente problemático, muito menos de alguém capaz de matar. Acusado de ter assassinado Katie, sua colega de escola, o adolescente não admite – nem mesmo quando vê as imagens de câmeras de rua – que a perseguiu, a agrediu e a matou.

Jamie perseguiu Katie porque não queria ter sua masculinidade constantemente posta em xeque pelos colegas. Em conversas mediadas por redes sociais online, o adolescente se aproxima da colega quando ela já estava fragilizada, após fotos de seus seios terem sido vazadas em grupos digitais da escola. Jamie era visto e tratado como um macho beta, alguém situado em posição inferior na hierarquia masculina informal que circula nesses ambientes. Nessa gramática amplamente difundida em comunidades masculinistas online, apenas homens classificados como alfas (dominantes, desejáveis, assertivos e bem-sucedidos sexualmente) seriam naturalmente escolhidos pelas meninas. Aos betas restariam a rejeição ou, no máximo, o acesso oportunista a mulheres percebidas como vulneráveis, desqualificadas ou socialmente expostas.

É a partir dessa cl

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