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sexta-feira, março 6, 2026

Japão negocia para usar aceleradora de tecnologia de defesa da Otan

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O Japão pode se tornar o primeiro país não pertencente à Otan (aliança militar do ocidente) cujas empresas terão acesso à sua aceleradora de tecnologia. As duas partes estão negociando um acordo, segundo apurou o “Nikkei Asia” nesta quinta-feira.

Caso as negociações sejam concluídas, startups japonesas poderão usar a infraestrutura de testes e as redes militares da aliança, o que lhes proporcionará novas oportunidades nos mercados europeus.

O Diana (Aceleradora de Inovação em Defesa para o Atlântico Norte) é o principal programa da Otan para fomentar startups focadas em defesa, disse um oficial da Otan ao “Nikkei Asia”.

Ele foi projetado para capturar inovações desenvolvidas por startups que trabalham com inteligência artificial (IA), cibersegurança, computação quântica e outras tecnologias de dupla utilização. “Dupla utilização” descreve bens com aplicações civis e militares.

A deterioração do ambiente de segurança no Japão está levando Tóquio a buscar uma cooperação mais estreita com a aliança. Ao conectar startups japonesas ao ecossistema de inovação em defesa da Otan, o governo pretende acelerar o crescimento em setores de tecnologia de ponta.

Atualmente, o programa Diana aceita inscrições apenas de empresas sediadas nos 32 estados-membros da Otan. Permitir que startups japonesas se candidatem representaria a primeira expansão do programa para além da aliança.

A Rússia e a China estão integrando cada vez mais tecnologias emergentes ao desenvolvimento de armamentos. A competição por “tecnologias emergentes e disruptivas” — capacidades inovadoras que podem remodelar a guerra moderna — está se intensificando, levando a Otan a buscar startups inovadoras para manter sua vantagem estratégica.

As startups selecionadas por meio do processo competitivo de licitação do Diana têm acesso ao apoio da Otan à medida que expandem seus negócios.

Elas também podem testar produtos e serviços em ambientes realistas em todos os estados-membros, recebendo orientação de oficiais militares e especialistas em defesa da aliança da Otan. A participação no Diana também oferece vantagens na obtenção de contratos governamentais nos estados-membros da Otan.

Com a estrutura atual, a Otan oferece apoio em áreas como proteção da propriedade intelectual, conformidade com a segurança e financiamento.

O Japão e a Otan devem discutir os termos de participação, incluindo os setores elegíveis e as condições do programa. Segundo autoridades envolvidas nas negociações, o secretariado da Otan está receptivo à participação japonesa.

Como a estrutura está atualmente limitada a empresas de estados-membros, a Otan precisa consulta-los antes de permitir a adesão do Japão. A questão pode ser levada ao órgão máximo de decisão da aliança, o Conselho do Atlântico Norte.

Os laços de segurança entre o Japão e a Otan se aprofundaram desde que a Rússia lançou sua invasão em larga escala da Ucrânia em 2022. Tanto o Japão quanto a Otan enfrentam crescente pressão militar da Rússia e da China, além de ciberataques desses países.

Em 2023, o Japão e a Otan concordaram com uma nova agenda de cooperação que identifica a colaboração na indústria de defesa como um pilar fundamental.

“Esperamos que as tecnologias de defesa de startups japonesas, como inteligência artificial e satélites, contribuam para a inovação tecnológica da Otan”, disse a fonte da Otan. A autoridade também indicou que a Otan espera avançar rapidamente para lançar projetos concretos de cooperação na indústria de defesa com Japão, Coreia do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia.

[Fonte Original]

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