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sábado, março 7, 2026

COAF se reúne com FBI e Interpol para discutir rastreamento de criptomoedas

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Resumo da notícia

  • COAF, FBI e Interpol discutem rastreamento de criptomoedas em investigações contra corrupção e crime organizado.

  • Autoridades destacam análise de blockchain como ferramenta-chave para mapear fluxos financeiros ilícitos.

  • Cooperação internacional busca aprimorar apreensão e recuperação de criptoativos ligados a crimes.

O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Andrade Saadi, participou da 7ª Reunião da Rede de Agentes de Combate à Corrupção da América Latina e do Caribe (LAC LEN), iniciada em 24 de fevereiro de 2026.

O encontro, aberto pela Controladoria-Geral da União (CGU), reuniu autoridades de 14 países e representantes de organizações internacionais como o Federal Bureau of Investigation (FBI), a Interpol e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Durante o evento, autoridades debateram estratégias para ampliar a cooperação internacional no combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

Um dos temas centrais das discussões foi o rastreamento de criptomoedas utilizadas em esquemas ilícitos, tema que ganhou relevância diante do aumento do uso de ativos digitais em operações financeiras transnacionais.

As sessões de trabalho incluíram debates sobre recuperação de ativos, responsabilização de empresas envolvidas em corrupção e compartilhamento de técnicas investigativas entre órgãos de fiscalização e investigação criminal.

No entanto, um dos pontos de maior atenção foi o avanço de ferramentas de análise de blockchain para identificar movimentações suspeitas de criptoativos.

Criptomoedas cada vez mais presentes

Na Sessão 5 — “Rastreamento, apreensão e confisco de criptoativos e outros ativos digitais em investigações transnacionais”, Saadi destacou que as criptomoedas passaram a integrar cada vez mais o cenário das investigações financeiras internacionais.

Segundo ele, a análise de blockchain se tornou um instrumento essencial para mapear fluxos financeiros ilícitos e identificar redes criminosas que atuam em diferentes países.

O presidente do Coaf também ressaltou que a cooperação entre instituições internacionais é fundamental para tornar essas investigações mais eficientes.

De acordo com ele, o intercâmbio de informações entre unidades de inteligência financeira, agências policiais e autoridades judiciais permite acelerar o bloqueio e a recuperação de ativos digitais associados a crimes.

Outro ponto discutido no encontro foi o impacto da digitalização sobre as atividades do crime organizado.

Para as autoridades presentes, o crescimento do uso de tecnologias financeiras exige atualização constante das metodologias investigativas, além da ampliação das capacidades técnicas das equipes responsáveis pelo monitoramento de transações suspeitas.

A reunião foi copresidida pelo Brasil, representado pelo secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes Vianna, e pela Costa Rica, por meio da procuradora adjunta do Ministério Público daquele país, Tattiana García Chaves.

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[Fonte Original]

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