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domingo, março 8, 2026

Dia Internacional da Mulher: CEOs e executivas dão dicas de como se manter no topo

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Neste Dia Internacional da Mulher, executivas brasileiras que ocupam posições de liderança em grandes empresas compartilham estratégias para quem quer empreender e crescer profissionalmente. Em comum, elas apontam disciplina, capacidade de adaptação e construção de redes de apoio como fatores decisivos para abrir negócios, enfrentar desafios e se manter no topo das carreiras.

Em um cenário ainda marcado por desigualdades de gênero no mercado de trabalho – globalmente, as mulheres representam 44% da força de trabalho, mas ocupam apenas 31% dos cargos de liderança, considerando posições de vice-presidência e C-level – essas líderes também destacam a importância de confiança, formação contínua e planejamento para transformar ideias em oportunidades e consolidar trajetórias de sucesso. Confira, a seguir, as dicas de 24 delas.

Louise Rossetti, diretora de marketing e comunicação na H&M Brasil
“Este é um exercício constante entre sensibilidade e determinação. E ao longo da minha trajetória, descobri que essas qualidades são, na verdade, grandes forças quando aplicadas com intenção. Elas nos permitem ler comportamentos, interpretar movimentos culturais e criar conexões genuínas. Estar em uma empresa que abraça a diversidade, como a H&M, potencializa ainda mais essa perspectiva: é um ambiente onde diferentes vozes são valorizadas e onde conseguimos transformar repertório, escuta e propósito em impacto real. Acredito profundamente na potência desse olhar feminino, que segue abrindo caminhos e ampliando possibilidades.”

Vivi Koyama, diretora geral da Guerlain no Brasil
“Ao liderar uma Maison bicentenária em um mercado tão dinâmico quanto o brasileiro, aprendi que expandir resultados é importante, mas construir relevância é essencial. E acredito que isso só é possível quando desenvolvemos talentos, elevamos padrões de excelência e, principalmente, traduzimos a herança e a inovação da Guerlain para um novo contexto cultural. Costumo dizer que a performance sustentável só nasce quando estratégia e sensibilidade caminham juntas ao cuidarmos da marca, pessoas e legado com a mesma disciplina. Meu propósito não é apenas sobre números, sobre performance, mas sim sobre construir um legado que impacte positivamente os resultados de negócio e as pessoas que fazem parte dessa construção ao meu lado. Acredito que isso é o que importa de verdade.”

Carol Celico, fundadora e CEO da NIINI
“Empreendedorismo fez parte da minha vida desde o início da minha carreira profissional e, hoje, tenho a alegria de dizer que encontrei meu espaço no mercado, mesmo enfrentando tantos obstáculos. Ser mulher à frente dos negócios é desafiador, mas um orgulho incomparável”, diz Carol.

Agnes Crocchi, Lucinda Aziz e Vania Almeida, sócias fundadoras do Grupo Agilità
“Empreender é, antes de tudo, ter coragem para confiar na própria visão e seguir em frente mesmo diante dos desafios. Ao longo da nossa trajetória, aprendemos que assumir riscos faz parte do crescimento e que a intuição feminina é uma grande aliada nas decisões. Como mulheres que iniciaram um projeto há mais de 40 anos, sabemos que o caminho exige resiliência e determinação, mas também acreditamos que, quando há propósito e clareza do que se quer construir, é possível transformar sonhos em negócios sólidos e duradouros”, afirmam elas

Aline Guella, sócia-fundadora e diretora criativa da LINI
“Desde o início, meu desejo sempre foi criar peças que acompanhassem a mulher em diferentes momentos da sua vida, mas que trouxesse impacto e personalidade. A LINI nasceu dessa vontade, e hoje sinto muito orgulho do que já conquistamos como marca e sigo muito animada para o que vem pela frente!”, comenta Aline.

Gabriela Medeiros, diretora criativa da Martha Medeiros
“Assumir a direção criativa é honrar um legado construído pelas mãos de mulheres extraordinárias e, ao mesmo tempo, projetar o futuro com identidade, inovação e propósito. Ser diretora criativa de uma marca tão respeitada é equilibrar herança e inovação, proteger a essência enquanto se desenha o amanhã. Acredito profundamente que a liderança feminina não precisa reproduzir modelos antigos para ser forte — nossa potência está justamente em fazer diferente. Mais do que criar peças, criamos significado. Cada coleção carrega a força do feito à mão e uma narrativa sobre cultura e identidade. Conduzir essa história é, para mim, um compromisso com a essência, com a evolução e com o legado que seguimos construindo todos os dias.”

Aspas Luciana Parpinelli, diretora na CCR ViaLagos e ViaRio
“Assumir a liderança de uma empresa de concessão de rodovias — um setor historicamente masculino — sempre foi mais do que um desafio profissional; foi uma oportunidade de mostrar que competência, sensibilidade e firmeza não têm gênero. Desde o início, meu grande objetivo foi demonstrar que é possível ser uma profissional de relevância em qualquer mercado sem abrir mão das minhas características femininas. Não precisei ‘endurecer’ para ser respeitada, nem abandonar a delicadeza para ser assertiva.”

Marcia Kemp, fundadora e diretora criativa da Nannacay
“Empreender sendo mulher é escolher construir pontes onde antes existiam limites. É liderar sem perder a sensibilidade, crescer sem esquecer de quem caminha junto. Acredito que o verdadeiro legado não está apenas no que criamos, mas nas oportunidades que deixamos abertas para as próximas gerações. Mulheres que herdarão não só caminhos mais possíveis, mas a certeza de que podem transformar o mundo com suas próprias mãos, suas ideias e sua voz.”

Rochele Silveira, sócio-diretora do spa médico Kurotel
“Uma das coisas fundamentais para se manter no topo é estar sempre atualizado. É preciso querer aprender continuamente, buscar novas informações e acompanhar as novidades do mercado.Isso exige olhar para dentro da empresa, mas também para fora. Muitas vezes a rotina nos absorve e a gente acaba deixando de observar o que está acontecendo ao redor. Por isso, é essencial escutar o cliente, mas também acompanhar os movimentos do mercado.Algo que parece simples, mas é fundamental, é praticar a escuta ativa. Significa realmente ouvir, tentando se despir das barreiras que naturalmente vamos construindo ao longo da carreira. Com humildade, precisamos entender onde a empresa pode melhorar, reconhecer o que faz sentido e identificar oportunidades de evolução. É assim que conseguimos seguir aprimorando e avançando.”

Gláucia Guimarães, gerente de operações da ViaLagos
“Ao longo da minha trajetória, aprendi que liderar vai muito além da técnica: é sobre construir equipes fortes, diversas e comprometidas com a excelência todos os dias. Atuar em um setor historicamente masculino traz obstáculos, mas também a oportunidade de abrir caminhos. Cada entrega de qualidade, cada operação bem-sucedida e cada reconhecimento conquistado reforçam que competência não tem gênero. Estar à frente das operações da ViaLagos, reconhecida como a segunda melhor rodovia do Brasil, de acordo com a pesquisa CNT 2025, é um desafio que exige estratégia, cuidar de pessoas e um grande foco em segurança. Conciliar a responsabilidade de uma operação que funciona 24 horas por dia com a vida pessoal é um exercício diário de equilíbrio. Ser mulher, profissional, cuidar da casa, da família e, ao mesmo tempo, liderar uma grande estrutura exige organização, rede de apoio e, principalmente, autoconfiança.”

Vanessa Martinez, sócia e fundadora da Santa Lolla
“Olhar para o passado e ver o quanto crescemos é incrível. Gerenciar uma empresa tão estabelecida tem sido uma experiência desafiadora, mas muito gratificante. Estou profundamente comprometida em criar um ambiente onde outras mulheres possam prosperar; é uma alegria saber que 75% dos nossos cargos são ocupados por elas. Para mim, empreender é um caminho repleto de desafios e aprendizagens, mas é a paixão que nos guia e nos permite fazer a diferença”, conta Vanessa.

Jordana Damiani, diretora de marketing da Damyller
“Nas empresas como um todo, tudo acontece rápido. E nas marcas de moda e varejo, esses movimentos acontecem com ainda mais força. São mudanças de comportamento, tendências que surgem e, no varejo, a resposta precisa ser em tempo real. Acredito que as mulheres na liderança têm o papel de integrar e agilizar essas respostas, trazendo sensibilidade, orientando as pessoas e tendo uma visão estratégica com foco no consumidor. Na Damyller, essas habilidades nos ajudam a fortalecer nosso propósito de trazer o jeans como parceiro da vida real, com o objetivo de transformar e empoderar, além de fortalecer sua personalidade”, conta Jordana.

Emily Ewell, fundadora de Pantys
“Ser uma mulher em posição de liderança nunca é fácil. Fundar e liderar a Pantys me ensinou que é preciso coragem para ocupar espaços que nem sempre foram pensados para nós e confiança para tomar decisões mesmo quando não há um caminho claro. O verdadeiro impacto está em criar soluções que realmente melhoram a vida das mulheres, enquanto cuidamos do próprio bem-estar. Aprendi a importância de dizer não, delegar, me cercar de pessoas que confiam nas minhas ideias e estar ao lado de mulheres fortes me fortifica. Meu conselho para outras mulheres é confiar na própria voz, valorizar sua experiência e usar cada obstáculo como oportunidade de crescimento. Liderar com propósito, empatia e resiliência, como fazemos na Pantys, faz toda a diferença, e mesmo nos momentos mais desafiadores, o aprendizado e a realização valem cada esforço.”

Juliana Soncini, diretora de marketing Havaianas Brasil
“Minha dica é: não espere se sentir 100% pronta para dar o próximo passo. Crescimento acontece no movimento. Aceite desafios que te tirem da zona de conforto e se coloque nas mesas onde as decisões são tomadas. Competência se constrói na prática, com exposição, responsabilidade e entrega. Invista em repertório de forma intencional. Entenda o negócio além da sua área, conecte estratégia com execução e desenvolva visão sistêmica. Quanto maior a sua compreensão do todo, mais relevante se torna sua contribuição. Ao mesmo tempo, cultive relações genuínas. Carreira é construída com consistência, confiança e credibilidade ao longo do tempo. E, acima de tudo, seja fiel ao seu olhar. Não tente se encaixar em modelos que não refletem quem você é. Autenticidade não é detalhe, é posicionamento”

Juliana Valeriano, CMO do Grupo NAOS
“Assumir o cargo me ensinou que a autoconfiança não nasce da certeza absoluta, mas da disposição de agir mesmo diante das inseguranças. Muitas mulheres esperam se sentir totalmente prontas antes de dar o próximo passo, enquanto o mercado exige coragem para aprender no caminho. Cresci entendendo que ocupar um espaço é também construí-lo todos os dias, com estudo, preparo e posicionamento. Por isso, meu principal conselho é que as mulheres invistam em visão de negócio e não tenham medo de demonstrar ambição. Não diminua sua voz para caber em ambientes que ainda não aprenderam a ouvir”.

Vivian Zwir Wertheimer, CMO Icomm Group
“Ao longo da minha trajetória profissional, não tive medo de mudar. Observei que competência abre portas, mas saber se posicionar é o que sustenta a sua presença na mesa. Para outras mulheres, meu conselho é: ocupem espaços. Ocupem cadeiras com segurança, construam repertório e não tenham medo de assumir ambição. Liderança é saber se posicionar quando necessário, gerar impacto e abrir caminho para que mais mulheres estejam juntas construindo um futuro com mais equidade.”

Patricia Lima, fundadora da Simple Organic e People Collor
“Construa negócios com profundidade, mas não se construa a partir deles. Nós passamos anos da nossa vida dedicadas a algo que criamos, alimentamos e expandimos. É natural amar esse processo. O que não pode ser natural é se aprisionar a ele. Todo negócio tem um ciclo. E maturidade é entender quando ele já consegue caminhar sozinho. Existe um momento em que segurar deixa de ser força e passa a ser medo. Medo de perder relevância, medo de mudar de papel, medo de começar de novo. Mas a inovação verdadeira nasce da curiosidade, e a curiosidade exige movimento. Quando você se permite liberar o que construiu, você abre espaço para desafios maiores.”

Sissi Freeman, CMO da Granado
“Sempre acreditei que nossa trajetória profissional comunica muito mais do que imaginamos principalmente para quem está ao nosso redor, seja equipe ou família. Liderar é, antes de tudo, dar exemplo de resiliência, ética e paixão pelo que se faz. Passamos grande parte da nossa vida trabalhando, então escolher atuar com algo que realmente nos move faz toda a diferença. Ao longo do caminho, entendi que formar um time alinhado e saber delegar são desafios constantes, e também os maiores diferenciais para construir algo sólido e sustentável”

Fernanda Viola, diretora de comunicação e marketing institucional da Azzas 2154
“Seja autêntica em sua carreira e nas decisões que moldam sua trajetória, assim como eu sempre busquei fazer na ao longo da minha vida. Posso dizer, com certeza, que a autenticidade é o que fortalece sua identidade profissional e diferencia sua presença em qualquer espaço. Assuma o protagonismo do seu caminho com clareza sobre onde quer chegar, estabeleça metas consistentes e escolha projetos que ampliem sua visibilidade e repertório. O crescimento pode não ser linear, mas é resultado de decisões conscientes ao longo do percurso. Quando uma mulher sustenta seu espaço com estratégia, confiança e autenticidade, ela não apenas avança, mas também redefine padrões e amplia possibilidades para outras ao seu redor.”

Giovana Orlandeli, Diretora de Branding e Comunicação de Truss, Eudora, Vult e O.U.I
“Acho fundamental cultivar um olhar inquieto e genuinamente curioso. Não é apenas sobre dominar a própria área, mas sobre assumir um verdadeiro senso de dono, entender o impacto das suas decisões no todo e se responsabilizar pelos desafios que surgem no caminho. Diria que é mais do que acompanhar tendências de maneira superficial, mas questionar o óbvio, conectar pontos entre diferentes áreas e buscar maiores contextos para tomar decisões melhores. Quando você amplia repertório com intenção e age com accountability, deixa de atuar restrito ao seu escopo e passa a contribuir de forma muito mais estratégica para a empresa”.

Letícia Vaz, influenciadora e fundadora da LV Holding
“Se eu tivesse que dar um conselho para quem quer crescer na carreira ou empreender, eu pensaria em três frentes desde o começo. Primeiro: construa distribuição própria. Marca e comunidade são infraestrutura de crescimento. Quem controla audiência, atenção e relacionamento tem um ativo estratégico que reduz custo de aquisição e aumenta poder de lançamento. Segundo: trate a operação como vantagem competitiva. Margem, fluxo de caixa, dados de cliente e processos bem definidos transformam crescimento em algo sustentável, não em picos de faturamento. Terceiro: construa um ecossistema, não apenas um produto. Autoridade abre novas portas de receita: produtos complementares, educação, parcerias estratégicas e expansão de marca. Negócios mais fortes não dependem de uma única frente. No longo prazo, carreira não é sobre velocidade. É sobre acumular ativos que tornam o crescimento cada vez mais previsível.”

Bianca Andrade, CEO da Boca Rosa Company e influenciadora
“Tenha clareza sobre o seu propósito e continue fiel a ele. As críticas sempre vão existir e tá tudo bem, ninguém agrada todo mundo o tempo todo. Mas nos momentos de dúvida, lembre o que te fez começar. Sua força está na sua essência. Recalcular a rota faz parte do processo. Eu já tive muito medo, mas hoje vejo cada desafio como uma oportunidade de crescimento. Também aprendi a filtrar melhor o que me ajuda a crescer e o que não merece minha energia.”

Karla Felmanas, VP da Cimed e Head de Carmed
“A mulher no mercado de trabalho ainda precisa se provar todos os dias. Essa é uma realidade. Mas eu transformei isso em combustível na minha trajetória. Sempre acreditei que consistência e coragem falam mais alto do que qualquer julgamento. Meu conselho é para não deixar se abalar com as barreiras, use cada uma delas como impulso. Se prepare, ocupe seu espaço com segurança e nunca diminua a sua voz para caber em ambientes que ainda estão aprendendo a nos ouvir. E o principal, acredite no seu potencial mesmo quando ninguém mais acreditar. Porque chegar onde você sonha é possível! E entenda que crescimento não é uma jornada solitária. Precisamos apoiar umas às outras, abrir portas, compartilhar conhecimento e criar redes fortes. Ninguém cresce sozinho, precisamos aprender que juntas podemos mudar o mercado.”

Joana Bittencourt, diretora de marcas da Reserva
“Meu conselho seria paciência, resiliência, e colaboração. Não pense em si só, colabore e tente sempre olhar o viés do outro e do negócio, isso vai tornar a jornada mais fácil e clara. Competência abre portas, mas coragem e colaboração sustentam a trajetória. Estar em uma posição de liderança traz consigo a responsabilidade de puxar a transformação, dar mais espaço de fala, visibilidade e ate apoio físico para que as mulheres não se sintam menos no ambiente dominado pelo masculino, se sintam potentes como igual.”

[Fonte Original]

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