A alta de quase 3% das ações da Petrobras ajuda a conter um pouco os efeitos negativos da aversão a risco que toma conta dos mercados nesta segunda-feira. O Ibovespa inicia o pregão em queda, mas o movimento é bem mais contido do que o registrado nos futuros americanos. A falta de sinais de que pode ocorrer uma desescalada na guerra entre Estados Unidos e Irã e as preocupações sobre uma interrupção mais prolongada da oferta de petróleo levaram os preços do óleo bruto a subir além dos US$ 100 o barril na sessão de hoje.
Por volta das 10h35, o Ibovespa perdia 0,29%, aos 178.851 pontos. O S&P 500, por sua vez, cedia 0,88% e o europeu Stoxx 600 recuava 1,24%. Entre as blue chips, apenas as ações da Petrobras subiam. No horário acima, as PN da petroleira ganhavam 2,56% enquanto as ON tinham alta de 3,12%, o que pode indicar compra do papel por parte de investidores estrangeiros.
Já as ON da Vale perdiam 1,78%. Bancos, por sua vez, recuavam em bloco, especialmente as ON do Banco do Brasil, que registravam baixa de 0,92%.
A subida dos juros futuros afeta diretamente as ações cíclicas domésticas, que estão entre as maiores quedas do Ibovespa, juntamente com papéis de commodities metálicas.
Embora o dia seja de disparada nos preços de petróleo, investidores monitoram matéria do jornal britânico Financial Times de que países do G7 avaliam a venda conjunta de reservas de petróleo, o que poderia ajudar a ampliar a oferta e a reduzir um pouco o avanço nas cotações do óleo bruto.