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sexta-feira, março 13, 2026

Missão do Governo de SP no SXSW aposta em inovação e economia criativa para atração de investimentos globais

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Com o objetivo de atrair investimentos e projetar a economia paulista para o mundo, o Governo de São Paulo inicia nesta sexta-feira (13), sua terceira missão oficial no maior evento de inovação do mundo, o South by Southwest (SXSW), em Austin, nos Estados Unidos.

Após o sucesso de público em 2025 – quando atraiu mais de 15 mil visitantes de 55 nacionalidades –, a SP House, espaço que aposta na internacionalização da economia criativa paulista, terá estrutura ampliada. Localizada na Congress Avenue com a 3rd Street, no coração do fluxo das principais palestras do SXSW, a SP House ocupará um estande com 2,2 mil m², quase o dobro da edição anterior, projetada para receber até 600 pessoas simultaneamente.

Ao longo de quatro dias de programação, a expectativa é de que mais de 16 mil visitantes de cerca de 60 países passem pelo espaço, reafirmando o evento como como uma vitrine global do ecossistema paulista de economia criativa.

“A SP House nasce de uma visão de que a criatividade precisa ser entendida de forma ampliada. Não apenas no campo cultural, mas também na tecnologia, na inovação e na economia. O SXSW é um ambiente em que essas fronteiras desaparecem, e é justamente esse espírito que queremos mostrar sobre São Paulo”, conta Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Sob o tema We are borderless, a edição de 2026 reflete sobre a circulação global de ideias, talentos e oportunidades em um mundo cada vez mais conectado. A proposta é mostrar como São Paulo se posiciona como um ambiente fértil para negócios, tecnologia, criatividade e investimento internacional.

“Mais do que uma casa do governo, queremos que este seja um espaço do estado de São Paulo e do Brasil. Um ponto de encontro para mostrar ao mundo a potência criativa, tecnológica e empreendedora que temos e abrir portas para novos negócios e conexões”, completa Marilia.

A presença do estado no festival faz parte de um esforço conjunto entre Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e InvestSP para transformar o capital criativo paulista, que já representa cerca de 3% do PIB brasileiro, em ativo estratégico de atração de investimentos e geração de negócios globais.

A iniciativa também integra a estratégia de internacionalização conduzida pelo programa CreativeSP, criado em 2022 pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo, para levar empresas e profissionais desse setor aos principais mercados globais.

A ação já alcançou R$ 2 bilhões em expectativa de negócios gerados e inseriu 359 empresas e profissionais em 39 projetos desde 2022, com potencial de geração de 27 mil empregos no período.

Segundo a secretária, a missão da SP House dialoga diretamente com o conceito ampliado de economia criativa adotado pelo programa CreativeSP. A proposta é olhar para novas ideias não apenas como expressão cultural, mas também como motor de inovação tecnológica, negócios e desenvolvimento econômico.

“A criatividade precisa ser entendida em todas as suas dimensões, cultura, tecnologia, inovação e empreendedorismo. O SXSW é justamente o espaço em que essas fronteiras desaparecem”, afirma Marilia.

A participação no SXSW é uma das principais frentes dessa estratégia, ao conectar startups, artistas e empreendedores brasileiros a investidores e parceiros internacionais.

Diálogos e conexões globais

A programação da SP House em 2026 soma cerca de 58 horas de conteúdo, distribuídas entre dois palcos principais: o Ideas Stage, dedicado a debates e conversas sobre inovação, cultura e impacto, e o Business Stage, voltado a encontros institucionais, apresentações corporativas e discussões sobre negócios e parcerias internacionais.

Entre os destaques da programação estão discussões sobre o papel da inteligência artificial (IA) na ciência e na sociedade, incluindo um painel que reúne pesquisadores e executivos da Universidade de São Paulo, Instituto Butantan e Hospital Israelita Albert Einstein para discutir como dados, ciência e parcerias público-privadas podem impulsionar avanços na Saúde.

A agenda também inclui reflexões mais amplas sobre o impacto cultural e social da tecnologia. Em um dos debates, especialistas analisam como a IA pode transformar a percepção da realidade, a confiança e a própria experiência humana em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos.

Outro momento aguardado ocorre no domingo (15), quando a futurista Amy Webb, CEO do Future Today Strategy Group e autora de um dos relatórios de tendências tecnológicas mais influentes do mundo, participa de uma conversa sobre como líderes e organizações podem navegar em um cenário de mudanças aceleradas e de “destruição criativa”.

Ainda no domingo, o destaque fica por conta do painel All Stars SXSW 2026: o que permanece depois que o futuro passa, que reunirá nomes como o futurista Neil Redding, a executiva de Tecnologia Sandy Carter; o pesquisador de Saúde Social Kasley Killam; e o futurista Ian Beacraft, com moderação da consultora de Tendências Simone Kliass.

⁠Vanguarda tecnológica

A presença de startups também faz parte do plano de internacionalização do estado. Empresas paulistas selecionadas por programas como o SP Global Tech participam da missão com o objetivo de apresentar suas soluções a investidores e parceiros estratégicos internacionais.

As empresas convidadas atuam em áreas consideradas estratégicas para a nova economia, como biotecnologia aplicada ao agronegócio, saúde digital, cleantech e cidades inteligentes. As soluções apresentadas pelas startups incluem desde bioherbicidas sustentáveis e plataformas de análise de dados com IA até tecnologias de robótica médica e prevenção de desastres naturais.

“A SP House funciona como uma vitrine. Nosso papel é criar as condições para que as empresas paulistas cheguem aqui preparadas, encontrem investidores e parceiros estratégicos e transformem essas conexões em negócios concretos”, detalha Julia Saluh, diretora de Relações Internacionais da InvestSP, agência paulista de promoção de investimentos e competitividade.

O Business Stage reforça esse movimento com sessões dedicadas a temas como soberania cognitiva na era da inteligência artificial, economia algorítmica e novos modelos de impacto social baseados em evidências. O espaço também recebe encontros entre investidores, executivos e empreendedores interessados em parcerias e oportunidades de negócios.

Um dos pontos altos da agenda corporativa será um encontro global organizado em parceria com a Oracle, reunindo delegações internacionais, fundadores, investidores e representantes institucionais para ampliar conexões entre diferentes ecossistemas de inovação.

[Fonte Original]

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