A precariedade no funcionamento de diversos postos de saúde de Simões Filho tem provocado revolta entre moradores. Além disso, o problema levanta dúvidas sobre a gestão da atenção básica no município.
Relatos da própria população indicam um cenário preocupante. Em vários bairros, unidades básicas de saúde enfrentam falta de estrutura, ausência de profissionais e escassez de materiais básicos. Com isso, muitos atendimentos deixam de acontecer.
Consequência imediata: milhares de moradores acabam procurando diretamente o Hospital Municipal de Simões Filho e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA do CIA).
Moradores relatam dificuldade para atendimento nos Postos de Saúde
Usuários dos Postos de Saúde descrevem problemas frequentes nas unidades. Em alguns postos faltam curativos, medicamentos, consultas simples e atendimento odontológico. Em outros casos, profissionais não atendem em determinados dias.
Por causa disso, moradores chegam às unidades de saúde e voltam para casa sem resolver situações básicas. Pequenos problemas médicos acabam se acumulando. E então surge outra alternativa: buscar ajuda nas unidades de urgência.
Assim, casos como dor de cabeça, pequenos cortes, troca de curativos ou sintomas leves que poderiam ser resolvidos nos postos, passam a chegar ao Hospital Municipal e à UPA, locais preparados para emergências.
Hospital e UPA absorvem demanda que não deveriam receber
Essa migração de pacientes tem causado sobrecarga constante nas duas principais unidades de saúde da cidade.
O Hospital Municipal de Simões Filho e a UPA recebem hoje um volume muito maior de pacientes do que o planejado para serviços de urgência e emergência.
Mesmo diante dessa pressão diária, equipes médicas e de enfermagem continuam atendendo quem chega. Profissionais e moradores reconhecem o esforço desses trabalhadores. Mesmo com lotação frequente, os atendimentos seguem acontecendo.
Ainda assim, o cenário expõe um problema estrutural.
Falha da Prefeitura com os postos de saúde
Especialistas em saúde pública costumam destacar um ponto essencial: a atenção básica precisa funcionar como a porta de entrada do sistema de saúde.
Postos de saúde deveriam resolver a maior parte das demandas da população.
Quando isso não acontece, hospitais e UPAs passam a lidar com situações que poderiam ser resolvidas nos bairros. Esse deslocamento gera filas maiores, espera prolongada e pressão sobre profissionais.
Moradores de Simões Filho afirmam que o cenário atual revela fragilidade na atenção básica. Segundo eles, a Prefeitura deveria garantir estrutura, profissionais e materiais nas unidades de saúde.
População cobra resposta da Prefeitura
Enquanto os postos seguem com dificuldades de atendimento, o Hospital Municipal e a UPA continuam recebendo cada vez mais pacientes. A situação preocupa moradores.
Muitos defendem uma reorganização urgente da rede básica de saúde. Investimentos em estrutura, contratação de profissionais e abastecimento de materiais aparecem como prioridades. Sem essas medidas, o quadro tende a continuar.
Na prática, o cenário é este: postos de saúde com atendimento limitado e duas unidades, Hospital Municipal e UPA, suportando quase sozinhas a pressão da rede pública de saúde em Simões Filho.
O que diz a prefeitura?
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Simões Filho e solicitou um posicionamento sobre a situação e o funcionamento dos postos de saúde do município. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.