A stablecoin USDC, emitida pela empresa Circle, começou o ano ganhando terreno em uma das métricas consideradas mais relevantes para medir o uso real desses ativos. Segundo analistas do banco japonês Mizuho, o volume “ajustado” de transações do USDC em 2026 já superou o da USDT, stablecoin da Tether, que ainda é a maior do mundo em valor de mercado.
Em relatório divulgado na sexta-feira (13), os analistas afirmaram que o USDC respondeu por 64% do volume ajustado de transações entre as duas principais stablecoins, revertendo uma tendência que predominou por vários anos. Entre 2019 e 2025, o USDT liderava esse indicador de forma consistente.
A análise do Mizuho utiliza uma métrica chamada “volume ajustado”, que tenta identificar movimentações que representem uso econômico real das stablecoins.
Para isso, os pesquisadores filtram transações feitas por endereços ligados a exchanges centralizadas, plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) ou outras entidades relevantes, além de eliminar contas que apresentam atividade extremamente elevada — geralmente associada a bots ou arbitragem automática.
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Na prática, a métrica busca capturar transferências que parecem representar pessoas ou instituições movimentando dinheiro de fato, como pagamentos entre empresas, movimentações entre corretoras e protocolos DeFi ou apostas em plataformas como mercados de previsão.
USDT ainda domina em valor de mercado
Apesar da vantagem em volume ajustado, o USDC ainda está bem atrás do USDT quando se observa o tamanho total de mercado. Atualmente, o USDT possui uma capitalização de aproximadamente US$ 184 bilhões, enquanto o USDC soma cerca de US$ 79 bilhões.
Esse domínio reflete a forte presença da stablecoin da Tether em negociações de criptomoedas em exchanges ao redor do mundo, onde ela é amplamente utilizada como par de negociação.
Para os analistas do Mizuho, no entanto, o indicador de volume ajustado pode ser mais relevante para avaliar qual stablecoin tende a ganhar espaço no longo prazo.
Segundo o relatório, o USDC parece ter maior presença em aplicações do mundo real, sendo frequentemente utilizado em pagamentos, transferências internacionais e integração com serviços financeiros.
“Do ponto de vista de longo prazo, acreditamos que a stablecoin vencedora será aquela mais utilizada na atividade econômica cotidiana, e não necessariamente a que tiver a maior capitalização de mercado”, afirmaram os analistas.
Na avaliação do banco, o crescimento do USDC nesse indicador pode sinalizar uma mudança gradual na dinâmica do mercado de stablecoins, com o ativo ganhando participação em transações ligadas a pagamentos, aplicações financeiras e infraestrutura digital de dinheiro.
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