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segunda-feira, março 16, 2026

Bancos no Brasil estão preparando diversos produtos com BTC

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Durante um painel realizado nesta segunda, 16, no DeFi Technologies Insights Symposium, Guilherme Affonso Ferreira, CFO da OrangeBTC, revelou que diversos bancos do Brasil estão procurando a empresa para desenhar novos produtos baseados em Bitcoin, incluindo estruturas de investimento e soluções financeiras baseadas na tecnologia blockchain.

“Algumas instituições já possuem iniciativas em andamento. Hoje mesmo há representantes de cerca de três grandes bancos aqui no evento. Muitos deles já conheço e todos querem entender melhor esse mercado, inclusive há um grande banco do Brasil que há anos está minerando Bitcoin e nunca revelou isso publicamente”, afirmou.

De acordo com Ferreira, as instituições buscam desenhar novos produtos e explorar maneiras de participar desse ecossistema, o que indica que o movimento de entrada do setor financeiro tradicional no mercado cripto dificilmente será revertido.

“Quem ainda não entrou percebe que já está um pouco atrasado. E quem já entrou quer avançar mais rápido, testar novas soluções e ampliar sua atuação”, explicou.

Ao mesmo tempo, o executivo destacou que a regulação ainda gera cautela entre os bancos, principalmente em relação ao papel do Banco Central e ao nível de supervisão que poderá surgir nos próximos anos. Mesmo assim, segundo ele, o interesse institucional continua crescendo.

“Grandes bancos já exploram diferentes frentes dentro desse mercado. Muitos estão estudando, experimentando e investindo em várias áreas ao mesmo tempo”, disse.

Bitcoin vai entrar no S&P500

Durante o painel, Ferreira também afirmou que o avanço institucional do Bitcoin pode levar a uma transformação profunda na economia global.

Na visão dele, o ativo caminha para integrar grandes estruturas financeiras e índices globais, incluindo o próprio S&P 500.

“Mais cedo ou mais tarde ele deve entrar de forma definitiva nas grandes estruturas financeiras globais e no S&P500”, afirmou.

Segundo o executivo, essa integração aumentaria drasticamente a exposição institucional ao ativo, pois diversos fundos e veículos de investimento replicam automaticamente os índices tradicionais.

Caso isso ocorra, gestores que seguem esses benchmarks passariam a ter alocação obrigatória em Bitcoin ao longo do ano, ampliando ainda mais o fluxo de capital institucional para o mercado.

Para Ferreira, sinais desse processo já aparecem no mercado.

Ele citou como exemplo empresas que adotaram o Bitcoin como ativo estratégico, como a Strategy, que acumula grandes volumes da criptomoeda em seu balanço.

“Empresas como a Strategy já alcançaram escala relevante em tamanho e volume dentro desse ecossistema. Isso mostra que o processo de institucionalização já está em andamento”, afirmou.

Apesar disso, o executivo reconhece que a dimensão política ainda influencia a adoção do ativo.

Em diversos países, explicou, o Bitcoin ainda enfrenta resistência dentro do ambiente regulatório e institucional.

Mesmo assim, ele acredita que a tendência de integração é inevitável.

“Quando essa integração ocorrer de forma plena, grande parte da economia global passará a refletir essa realidade”, afirmou.

DeFi ainda permanece fora do radar institucional

Outro participante do painel, Valter Rebelo, Head de Digital Assets da Empiricus Research, afirmou que o mercado cripto ainda apresenta oportunidades significativas de crescimento.

Segundo ele, poucas classes de ativos apresentam um perfil tão forte de valorização potencial quanto o mercado de criptoativos.

No entanto, Rebelo destacou que o setor de finanças descentralizadas (DeFi) ainda permanece fora do radar da maioria dos investidores institucionais.

O principal motivo seria a falta de um arcabouço regulatório claro.

“Hoje ainda não existe uma estrutura regulatória plenamente consolidada, especialmente nos Estados Unidos”, explicou.

Segundo ele, essa ausência de regras claras dificulta a integração entre o ecossistema DeFi e o sistema financeiro tradicional.

Atualmente, por exemplo, não existe uma infraestrutura padronizada que permita utilizar rendimentos gerados em protocolos DeFi dentro de plataformas financeiras centralizadas de forma regulada.

Essa ponte entre os dois mundos ainda precisa ser construída.

Mesmo assim, Rebelo acredita que o setor possui um enorme potencial de crescimento à medida que a regulação avance.

“Existe muito espaço para expansão conforme surgirem regulações mais claras e mecanismos que conectem DeFi ao sistema financeiro tradicional”, afirmou.

Além disso, ele destacou que os criptoativos também podem funcionar como instrumentos de diversificação em determinados regimes de mercado.

Em momentos de forte crescimento tecnológico, como ocorreu com empresas de inteligência artificial, parte do capital tende a migrar para ativos considerados de maior risco.

Por outro lado, em cenários de maior aversão ao risco, investidores costumam reduzir exposição a ativos voláteis.

Nesse contexto, Rebelo afirma que a gestão ativa e o entendimento do ambiente macroeconômico continuam sendo fundamentais para o posicionamento em criptoativos.

Mesmo com essas variáveis, os especialistas concordam que o processo de integração entre criptomoedas e o sistema financeiro tradicional já começou — e dificilmente será revertido.

Se a projeção de integração do Bitcoin a grandes índices financeiros se confirmar, o ativo poderá se tornar um dos pilares centrais da nova infraestrutura financeira global.

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