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domingo, março 22, 2026

Sucessor do Huracán, Lamborghini Temerario Tem Preço de R$ 5,8 Milhões no Brasil

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A Lamborghini aposentou o lendário motor V10 do Huracán, mas não abriu mão da superesportividade. O Temerario híbrido plug-in, apresentado no Brasil no começo de dezembro, é o novo capítulo dessa história. Ele assume o lugar do Huracán – modelo que vendeu mais de 30 mil unidades em dez anos – com uma missão dupla: manter a entrega extrema de performance e, ao mesmo tempo, encaixar a marca na era da eletrificação.

No Brasil, a Via Itália, importadora oficial, trabalha com a expectativa de vender de 15 a 20 unidades por ano, com preço na casa de R$ 5,8 milhões. As encomendas já podem ser feitas, mas as primeiras unidades só devem chegar a partir de setembro de 2026.

Além do esportivo, a linha eletrificada conta com o Revuelto e o Urus, completando o ciclo de hibridização previsto no plano da marca. “O Temerario é um verdadeiro ‘fuoriclasse’: um carro em uma categoria própria, extraordinário e inovador tanto do ponto de vista técnico quanto estilístico”, afirma Stephan Winkelmann, chairman e CEO da Automobili Lamborghini. “Cada novo Lamborghini deve superar seus antecessores em termos de desempenho e, ao mesmo tempo, ser mais sustentável do ponto de vista das emissões.”

Sob a carroceria, nada de concessão na ficha técnica. O Temerario combina um novo motor 4.0 V8 biturbo, desenvolvido em Sant’Agata Bolognese, com três motores elétricos. O oito cilindros entrega 800 cv entre 9.000 e 9.750 rpm e 730 Nm de torque entre 4.000 e 7.000 rpm, chegando a 10.000 rpm – patamar até então reservado a projetos de pista.

Com o apoio dos motores elétricos, a potência combinada chega a 920 cv, suficiente para acelerar de 0 a 100 quilômetros por hora em 2,7 segundos e atingir 343 km/h. Segundo a marca, o sistema híbrido reduz em até 50% as emissões de gás carbônico em relação ao Huracán.

A arquitetura híbrida foi pensada para preservar a sensação típica de um superesportivo. O motor elétrico traseiro atua como “preenchedor de torque”, eliminando o atraso dos turbos e garantindo progressão linear de giro, enquanto os dois motores elétricos dianteiros permitem tração integral, aumentando agilidade em curvas e estabilidade em alta velocidade.

Em modos como Sport e Corsa, o V8 biturbo permanece sempre ativo e o conjunto entrega o máximo da potência; no modo Città, o carro pode rodar apenas em modo elétrico, voltado ao uso urbano.

O novo chassi spaceframe de alumínio tem espaço extra na cabine, se comparado com o Huracán, e no porta-malas dianteiro, com 112 litros de capacidade. É a tentativa da Lamborghini de mostrar que, mesmo na era dos híbridos plugados à tomada, ainda há espaço para um superesportivo pensado para a pista, mas com usabilidade e conforto suficientes para quem vai pagar alguns milhões e quer mais do que um brinquedo de fim de semana.

[Fonte Original]

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