22.5 C
Brasília
quarta-feira, março 25, 2026

Impacto dos conflitos no Oriente Médio no Brasil será ‘discretamente inflacionário’ para 71% dos respondentes do QPC

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Para 71% dos respondentes do Questionário Pré-Copom (QPC), o impacto dos conflitos no Oriente Médio na inflação brasileira será “discretamente inflacionário”. A informação consta nos resultados do QPC publicados nesta quarta-feira (25).

Nessa edição do questionário, que é enviado a participantes do mercado antes de cada reunião do Copom, o BC perguntou qual a expectativa para o impacto desses conflitos no Oriente Médio sobre a inflação “por meio de movimentos nos preços de commodities e de ativos financeiros”.

Em seguida, apresentou cinco opções de resposta “fortemente desinflacionário”; “discretamente desinflacionário”; “neutro ou irrelevante”; “discretamente inflacionário” e “fortemente inflacionário”. Além dos 71% que responderam discretamente inflacionário outros 25% esperavam um impacto “fortemente inflacionário”.

Segundo os resultados, 4% responderam “neutro ou irrelevante” e 1% “discretamente desinflacionário”. Ninguém respondeu que o impacto seria fortemente desinflacionário.

Na ata publicada ontem, o Copom menciona os conflitos no Oriente Médio como uma fonte de incerteza. O documento aponta que a “duração e extensão dos conflitos geopolíticos” dificulta a identificação de tendências claras no cenário econômico.

Em outra questão, o BC perguntou sobre a evolução do ambiente externo para economias emergentes e 95% responderam que o ambiente estava menos favorável, enquanto 3% disseram que não havia mudança relevantes e 2% que o ambiente era mais favorável.

O Banco Central ainda pediu que os respondentes informassem suas estimativas para o hiato do produto. O hiato mede a ociosidade da economia. Em caso positivo, a atividade está crescendo acima do potencial, o que pode ter impactos inflacionários.

A mediana de projeções para o quarto trimestre de 2025 é de hiato em 0,5% e para o quarto trimestre de 2026, de 0,1%. Já para o último trimestre de 2027, a mediana mostra hiato em 0.

A maior parte dos respondentes esperava que o Comitê de Política Monetária (Copom) fizesse um corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) na taxa básica de juros na semana passada. O colegiado acabou reduzindo a Selic de 15% para 14,75% ao ano.

Segundo os resultados do QPC publicados hoje, 60% responderam que o Copom faria a redução de 0,50 p.p. e outros 39% apostavam em um corte de 0,25 p.p., como foi feito. Por outro lado, 51% disseram que o BC deveria cortar 0,50 p.p. e 35% que a redução deveria ser de 0,25 p.p.

As respostas do QPC são coletadas antes de cada reunião do Copom e as informações são utilizadas como insumo para o colegiado tomar a sua decisão de política monetária. A divulgação das respostas ocorre após a publicação da ata da reunião.

Para a reunião de abril, 87% responderam que o Copom fará um corte de 0,50 p.p. e 12%, que a redução será de 0,25 p.p. Questionados sobre o que o Copom deveria fazer, 81% apontaram para um corte de 0,50p.p. e 12% responderam uma redução de 0,25 p.p.

O Banco Central também coleta as projeções para indicadores econômicos. A mediana das expectativas de inflação ficou em 4% para 2026 e 3,80% para 2027, os mesmos resultados do QPC de janeiro. Já a mediana de projeções para o petróleo Brent subiu de US$ 63 para US$ 70 para 2026 e de US$ 64 para US$ 70 em 2027.

Ao serem questionados sobre o risco preponderante para o cenário central de inflação, 78% dos respondentes avaliavam um risco de alta, 19% riscos equilibrados e 3% riscos de baixa para 2026. Já para o próximo ano, 61% veem riscos equilibrados, 35% riscos de alta e 4% riscos de baixa.

— Foto: Associated Press

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img