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segunda-feira, março 30, 2026

Bitcoin terá falhado se não chegar a US$ 1 milhão?

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Depois que o Bitcoin alcançou a histórica marca de US$ 100 mil em dezembro de 2024, os entusiastas da primeira e maior criptomoedas não têm mais medo de cravar: o próximo passo é US$ 1 milhão, resta saber apenas quando. 

Praticamente todos os grandes nomes e empresas já fizeram a profecia. A Bitwise aponta que isso será atingido com pressupostos conservadores, a Strategy afirma que “se não for para 0, vai para US$ 1 milhão”, Eric Trump disse nunca ter estado tão otimista com a chegada na sonhada meta, David Marcus, ex-CEO do PayPal diz que isso irá acontecer, Michael Saylor diz que as compras de empresas irão fazer o ativo chegar na marca, os irmãos Winlevoss apontam que isso deve ocorrer em dez anos, o CEO da Coinase, Brian Armstrong, acredita que isso deve ocorrer em 2030, o pioneiro Adam Back já disse que seria neste ciclo e Arthur Hayes diz acreditar que cotação deve ocorrer em 2028.

A convicção é tanta, que levanta a pergunta: se o Bitcoin não atingir a marca de US$ 1 milhão, terá falhado em sua missão? É possível imaginar um cenário no qual o ativo se estabilize em uma faixa bem abaixo disso, mas que siga sendo a rede descentralizada e incorruptível, produzindo novos blocos e permitindo a troca de dinheiro por partes que não necessitam de autorização de um terceiro e resistente a qualquer tipo de censura. Não seria esse o objetivo de Satoshi Nakamoto, mais que atingir um valor alto por moeda?

Para o economista Fernando Ulrich, conselheiro da OranjeBTC, o Bitcoin não atingir US$ 1 milhão em dez anos será um fracasso dependendo do contexto geral

“Se o Bitcoin não atingir esse nível e o restante do mercado — como ações, imóveis e outros ativos, como o ouro — se valorizar bastante nesse período, pode ser que algo esteja acontecendo com o Bitcoin”, afirma Ulrich. 

O especialista aponta que este contexto pode ser um no qual o Bitcoin tenha perdido demanda e as pessoas pararam de ver valor no ativo. “Podemos dizer que, nesse contexto, enquanto tudo performou bem, o Bitcoin não, ele não cumpriu seu potencial.”

Ulrich diz ser inegável existir uma expectativa do BTC subir para a casa dos sete dígitos e que é uma possibilidade “muito remota” da criptomoeda não chegar nessa cotação daqui uma década. 

“Quem entende os fundamentos dos ativos, os problemas macroeconômicos, o endividamento público e como os bancos centrais funcionam, reconhece que, por conta desses fatores e pelas características do Bitcoin, se espera uma valorização crescente. Em um período de 10 a 15 anos, é possível e provável que chegue a um milhão”, afirma. 

Régua do sucesso não é o preço

Já para Rony Szuster, head do time de Research do MB | Mercado Bitcoin, a régua que irá dizer se o Bitcoin fracassou daqui a dez anos não é o preço. “É saber se a rede continuou a produzir blocos corretamente e está atuando como essa camada de liquidação descentralizada, global e resistente à censura”, diz. 

Um ponto ressaltado por Szuster é que o preço do Bitcoin depende de uma série de fatores que a blockchain não controla, como a macropolítica. “Esses fatores afetam o preço, mas não o valor. O preço é o que o mercado determina; o valor é o que ele constrói no longo prazo, produzindo blocos corretamente a cada dez minutos.”

Thiago Iglesias, gerente de inovação da Evertec, também afirma que o sucesso do Bitcoin no longo prazo não deve ser medido estritamente por metas de preço de sete dígitos, mas por sua consolidação como uma infraestrutura financeira resiliente. 

“Se o ativo atingir um patamar de estabilidade, ele terá cumprido seu papel fundamental de reserva de valor digital, provando-se um ativo maduro. O verdadeiro ‘fracasso’ seria o comprometimento de sua segurança ou descentralização, e não a ausência de uma valorização infinita que, muitas vezes, atende mais a expectativas especulativas do que à utilidade monetária”, diz Iglesias. 

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