Encontrar até mesmo um pequeno grupo de pacientes elegíveis para um estudo inicial, em diversas demografias e regiões geográficas, requer enormes redes de dados e locais que as CROs construíram ao longo de décadas. “As empresas farmacêuticas não têm esse mesmo nível de dados e experiência”, acrescentou Singh.
ELEMENTO HUMANO
Os executivos das CROs dizem que a IA pode agilizar partes do processo, mas não pode substituir a espinha dorsal humana e operacional dos testes.
“A IA em si não pode entrar em contato com o médico, inscrever o paciente, garantir que ele compareça à consulta no horário, registrar todos os dados”, disse Brigham Hyde, presidente-executivo da Atropos Health.
Embora a IA possa automatizar tarefas de alto volume, como a pré-triagem de pacientes, as decisões críticas ainda exigem supervisão humana, disse Ami Bhatt, presidente do Comitê Consultivo de Saúde Digital da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla inglês).
A execução do local, o consentimento informado e o monitoramento da segurança permanecem firmemente em mãos humanas, disse ela, com a responsabilidade, em última análise, recaindo sobre as pessoas.