19.9 C
Brasília
quinta-feira, abril 9, 2026

Bitcoin valorizou 640% desde que Warren Buffett o chamou de “veneno de rato”

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Ao longo da última década, o Bitcoin saiu de um ativo marginal, frequentemente associado a especulação e desconfiança, para se tornar um dos principais protagonistas do mercado financeiro global. Nesse período, poucas opiniões foram tão emblemáticas — e controversas — quanto as de Warren Buffett, um dos investidores mais respeitados do mundo, que nunca escondeu seu ceticismo em relação à criptomoeda.

Foi justamente em meio a esse cenário de dúvidas e volatilidade que Buffett fez uma de suas críticas mais conhecidas. Em 5 de maio de 2018, ele classificou o Bitcoin como “veneno de rato ao quadrado”, reforçando sua visão de que o ativo não possui valor intrínseco e não deveria ser considerado um investimento tradicional.

Naquele momento, a criptomoeda ainda buscava se recuperar do estouro da bolha de 2017. Cada unidade era negociada a cerca de US$ 9.697, bem abaixo do pico próximo de US$ 20 mil registrado meses antes.

Desde então, o cenário mudou de forma significativa. Hoje, com o Bitcoin cotado em US$ 71.700, a valorização acumulada chega a aproximadamente 640%, transformando o ativo em um dos investimentos mais rentáveis do período, apesar da volatilidade e das críticas recorrentes de investidores tradicionais.

Leia também: 9 figurões que atacaram o Bitcoin e depois mudaram de ideia

Buffett, conhecido por sua estratégia focada em ativos com fluxo de caixa previsível, sempre foi um dos maiores críticos do Bitcoin. Ao longo dos anos, o investidor reforçou sua visão de que a criptomoeda não produz valor intrínseco e depende exclusivamente de alguém disposto a pagar mais caro no futuro. Seu sócio de longa data, Charlie Munger, também adotava um tom ainda mais duro, classificando o setor como especulativo e prejudicial.

Bitcoin supera ações de Buffett

A valorização de mais de 600% do Bitcoin no período também chama atenção quando comparada ao desempenho de ativos tradicionais, incluindo aqueles ligados à própria Berkshire Hathaway, empresa fundada por Buffett. As ações da companhia acumularam alta de cerca de 150% desde maio de 2018, um desempenho sólido, mas ainda bem abaixo do retorno da criptomoeda no mesmo intervalo.

O mesmo vale para algumas das principais posições históricas da Berkshire. A Apple avançou aproximadamente 500% no período, impulsionada pelo crescimento de receitas e expansão de múltiplos. Já a Coca-Cola registrou valorização mais moderada, próxima de 60%, enquanto o Bank of America subiu cerca de 70% desde então. Embora relevantes, esses retornos ainda ficam distantes da magnitude da alta do Bitcoin desde 2018.

Mesmo diante desses números, Buffett mantém sua posição praticamente inalterada. Em diferentes ocasiões, o investidor afirmou que não compraria Bitcoin “nem por uma fração do preço atual” e reiterou que o ativo não gera renda, não produz nada e depende exclusivamente da especulação para se valorizar. Para ele, ativos como ações de empresas produtivas ou imóveis continuam sendo escolhas mais racionais no longo prazo.

De nicho especulativo a ativo institucional

Em 2018, o mercado cripto ainda era amplamente dominado por investidores de varejo, exchanges menos estruturadas e projetos iniciais de tokens. O conceito de finanças descentralizadas (DeFi) ainda não havia ganhado tração, e produtos institucionais ligados a criptomoedas eram praticamente inexistentes.

Nos anos seguintes, porém, o setor passou por uma transformação. O surgimento de ETFs de Bitcoin, maior participação de gestores institucionais, avanços regulatórios em diferentes países e o crescimento de infraestrutura de custódia ajudaram a legitimar o ativo no sistema financeiro global.

Além disso, eventos macroeconômicos, como políticas monetárias expansionistas durante a pandemia e o aumento da inflação em diversas economias, reforçaram a narrativa do Bitcoin como reserva de valor alternativa, aproximando-o de comparações com o ouro.

Leia também: Bitcoin valoriza mais que ouro e ações após crises globais, aponta MB

Isso não significa que a volatilidade tenha desaparecido. O Bitcoin enfrentou ciclos intensos de alta e queda ao longo dos últimos anos, incluindo correções superiores a 70%. Ainda assim, a tendência de longo prazo tem sido de valorização, acompanhada por uma expansão significativa da base de usuários e da capitalização de mercado.

A trajetória desde 2018 evidencia não apenas o crescimento do preço, mas também a evolução do próprio mercado cripto, que saiu de um ambiente predominantemente experimental para um setor cada vez mais integrado ao sistema financeiro tradicional.

Mesmo com o avanço, a visão de Buffett permanece praticamente inalterada. Mas os números mostram que, desde que o investidor fez sua crítica mais famosa, o “veneno de rato” acabou entregando retornos que poucos ativos conseguiram acompanhar no mesmo período.

Liquidez sem vender as suas criptos: se você investe pensando no longo prazo, sabe que desmontar posição tem custo. Com o CriptoCrédito do MB, suas criptos viram garantia para um empréstimo liberado de forma rápida. Dinheiro em até 5 minutos, sem burocracia, direto no app! Conheça agora!



[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img