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quinta-feira, abril 9, 2026

O militar brasileiro em missão da ONU na zona de conflito entre Hezbollah e Israel: ‘Ninguém deveria morrer servindo à causa da paz’ – BBC News Brasil

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Crédito, Jack GUEZ / AFP via Getty Images

Legenda da foto, Prédios e casas destruídas na cidade de Kfar Kila no sul do Líbano, após onda de ataques aéreos de Israel no início de março

    • Author, Luiz Antônio Araujo
    • Role, De Porto Alegre para a BBC News Brasil
  • Tempo de leitura: 6 min

Mesmo nos momentos de maior tensão, os dois brasileiros no quartel-general da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil, na sigla em inglês) em Naqoura, no sul do país, esforçam-se por manter um ritual: almoçar juntos.

“É um momento simples, mas que acaba tendo valor justamente porque permite manter contato e proximidade em uma rotina de trabalho bastante intensa”, explica um deles, o capitão-tenente da Marinha Hamilton de Andrade dos Santos, por e-mail à BBC News Brasil.

Os capacetes-azuis (denominação informal dada aos militares que integram missões de paz da ONU) estão estacionados no sul do Líbano, invadido por Israel desde 2 de março em resposta a mísseis disparados pela milícia xiita libanesa Hezbollah, alinhada ao regime de Teerã.

A invasão começou cerca de 48 horas depois do início da Guerra do Irã, quando os Estados Unidos e Israel bombardearam alvos no Irã, matando o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, e parte significativa da cúpula do regime islâmico.

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 1,4 mil pessoas morreram desde o início dos confrontos.

[Fonte Original]

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