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domingo, abril 12, 2026

Trump Promete Bloquear o Estreito de Ormuz após Fracasso das Negociações de Paz com o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que a Marinha dos EUA deve começar a bloquear o Estreito de Ormuz, aumentando as apostas após o fracasso da maratona de negociações com o Irã em chegar a um acordo para encerrar a guerra, colocando em risco um frágil cessar-fogo de duas semanas.

Trump também disse, em uma publicação no Truth Social, que os EUA devem tomar medidas contra todas as embarcações em águas internacionais que tiverem pago um pedágio ao Irã, além de começar a destruição de minas que, segundo ele, foram lançadas pelos iranianos no estreito, ponto de estrangulamento para cerca de 20% dos suprimentos globais de energia bloqueado pelo Irã.

“A partir de agora, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todo e qualquer navio que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz“, disse ele.

“Também instruí nossa Marinha a procurar e interditar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago um pedágio ao Irã. “Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto mar”, acrescentou Trump.

A decisão veio após o presidente ter afirmado em uma entrevista ao programa “Sunday Morning Futures with Maria Bartiromo”, da Fox News, que a implementação do um bloqueio levaria algum tempo.

“Qualquer iraniano que disparar contra nós ou contra embarcações pacíficas será ABATIDO PARA O INFERNO!”, acrescentou.

Mais tarde, Trump disse à Fox News que os aliados da Otan, criticados por ele por não terem apoiado a guerra junto com Israel em 28 de fevereiro, têm a intenção de ajudar na operação no estreito. Não houve qualquer comentário imediato dos aliados de Washington.

Troca de Acusações

Trump também disse esperar que os iranianos voltem à mesa de negociações e “nos deem tudo o que quiséssemos” após as conversas deste fim de semana em Islamabad, acrescentando que um comentário feito por ele na semana passada — sobre acabar com a civilização iraniana — ajudou a levá-los a negociar em primeiro lugar.

Anteriormente, cada lado culpou o outro pelo fracasso das negociações para pôr fim a seis semanas de combates que mataram milhares de pessoas, abalaram a economia global e fizeram os preços do petróleo dispararem.

“A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que isso é uma má notícia para o Irã muito mais do que para os Estados Unidos da América”, disse o vice-presidente JD Vance, que chefiou a delegação dos EUA nas negociações de Islamabad.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, que liderou a delegação de seu país juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, culpou os EUA por não terem conquistado a confiança de Teerã, apesar de sua equipe ter oferecido “iniciativas voltadas para o futuro”.

“Os EUA entenderam a lógica e os princípios do Irã e é hora de eles decidirem se podem ganhar nossa confiança ou não”, disse Qalibaf no X.

As conversas, que se seguiram ao anúncio de um cessar-fogo na última terça-feira, foram a primeira reunião direta entre os EUA e o Irã em mais de uma década e as discussões de mais alto nível desde a Revolução Islâmica de 1979.

Vance disse que o Irã optou por não aceitar os termos norte-americanos, inclusive o de não construir armas nucleares.

“Eu poderia entrar em grandes detalhes e falar sobre muito do que foi obtido, mas há apenas uma coisa que importa — O IRÃ NÃO ESTÁ DISPOSTO A DESISTIR DE SUAS AMBIÇÕES NUCLEARES!”, disse Trump mais tarde.

A agência de notícias semioficial do Irã, Tasnim, disse que as exigências “excessivas” dos EUA impediram que se chegasse a um acordo. Outros veículos iranianos disseram que houve acordo em várias questões, mas o Estreito de Ormuz e o programa nuclear do Irã foram os principais pontos de divergência.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, disse que era “imperativo” preservar o cessar-fogo. Falando em Roma, o papa Leão também pediu neste domingo um cessar-fogo duradouro e disse que se sentia muito próximo do “amado povo libanês”.

Líbano

O ministro do gabinete de segurança israelense, Zeev Elkin, disse à Army Radio que mais negociações ainda são uma opção, mas acrescentou: “Os iranianos estão brincando com fogo.”

Mesmo durante as conversas, Israel seguiu com os bombardeios a militantes do Hezbollah apoiados por Teerã no Líbano, insistindo — assim como Washington — que esse conflito não faz parte do cessar-fogo entre Irã e EUA. O Irã defende que os combates no Líbano devem cessar.

O Exército israelense disse que atingiu lançadores de foguetes do Hezbollah durante a madrugada, e uma fumaça preta pôde ser vista subindo nos subúrbios ao sul da capital libanesa, Beirute, neste domingo. Em vilarejos israelenses próximos à fronteira, sirenes de ataque aéreo soaram, alertando para a chegada de foguetes do Líbano.

Teerã exige o controle do Estreito de Ormuz, o pagamento de reparações de guerra e um cessar-fogo em toda a região, de acordo com a TV estatal iraniana e autoridades, além da liberação de seus ativos congelados no exterior.

Teerã também quer cobrar taxas de trânsito no Estreito de Ormuz.

Apesar das divergências em Islamabad, três superpetroleiros totalmente carregados de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz no sábado, segundo dados de navegação, no que parecem ser as primeiras embarcações a sair do Golfo desde o acordo de cessar-fogo.

[Fonte Original]

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