O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,60% em fevereiro na comparação com janeiro, conforme divulgou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira. No primeiro mês de 2026, o indicador teve alta de 0,85% (dado revisado de alta de 0,78%).
O resultado de fevereiro veio acima da mediana das estimativas colhidas pelo Valor Data, de avanço de 0,55%. O dado ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de queda de 0,30% a aumento de 1,30%.
No trimestre encerrado em fevereiro, a alta foi de 1,13% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo mês de 2025, por sua vez, houve queda de 0,27%, ante mediada de 0,20% de recuo das projeções do Valor Data, com intervalo de baixa de 1,80% a elevação de 2,50%.
Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o indicador apresentou avanço de 1,88%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal. No primeiro bimestre, o avanço foi de 0,39% em relação ao mesmo período de 2025.
O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia.
O Banco Central também publicou as aberturas setoriais do indicador com elevações em todos os segmentos, mas em menor escala na agropecuária e serviços, que tiveram alta de 0,23% e 0,29%, respectivamente.
O IBC-Br Indústria subiu 1,18%, o IBC-Br Impostos teve alta de 0,75% e o IBC-BR Ex-Agropecuária aumentou 0,61%.
Segundo o BC, por conta das diferenças metodológicas, se espera que as diferenças entre o IBC-Br e as contas nacionais do IBGE sejam maiores nas aberturas setoriais do que nos agregados.