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terça-feira, maio 19, 2026

Ibovespa Tem Queda Forte em Dia Cheio de Balanços e Recuo do Petróleo no Exterior

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O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista nesta quinta-feira (07), marcada pela repercussão de uma série de resultados corporativos, incluindo os números de Axia e Bradesco, que viram suas ações registrarem perdas expressivas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,38%, a 183.218,26 pontos, menor patamar desde o final de março. No pior momento, chegou a 182.867,75 pontos. Na máxima, marcou 187.779,31 pontos.

O volume financeiro no pregão somou R$32,08 bilhões.

Para o estrategista de investimentos Bruno Perri, sócio-fundador da Forum Investimentos, há também um efeito negativo no pregão brasileiro ligado a eventos corporativos domésticos, com papéis como os do Bradesco, que divulgou balanço na véspera, pesando no Ibovespa. Uma nova bateria de resultados de empresas locais é aguardada ainda nesta quinta-feira.

Destaques

  • AXIA ON caiu 5,95%, mesmo após reportar lucro líquido ajustado de R$3,7 bilhões no primeiro trimestre, com um salto da margem da área de geração impulsionado pela alta de preços de energia no mercado livre. A companhia também iniciou processo sucessório de presidente-executivo. Em teleconferência sobre o balanço, a Axia disse que já vê nas últimas semanas tendência de redução nos preços de energia.
  • BRADESCO PN recuou 3,89%, após divulgar balanço com alta de 16% no lucro líquido e avanço do ROE para 15,8%, mas aumento em provisões por casos pontuais no segmento de atacado e maior custo de crédito do massificado. O presidente-executivo disse que o banco está com apetite a risco moderado para crédito, com viés mais conservador, em razão da piora do cenário macro, mas que “isso não significa puxar o freio de mão”.
  • ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 2,37%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,72% e SANTANDER BRASIL UNIT recuou 3,1%.

Petróleo

Os preços do petróleo fecharam em queda após um relatório dizer que os Estados Unidos estavam considerando reiniciar as operações de escolta de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz já nesta semana.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,2%, ou US$ 1,21, a US$ 100,06 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA caíram 0,28%, a US$ 94,81. Ambos os índices de referência haviam caído anteriormente em até US$ 5 por barril, sob o otimismo de que Washington e Teerã estavam se movendo em direção a um acordo limitado e temporário para interromper seu conflito.

Nesta quinta-feira, o Wall Street Journal disse que a Arábia Saudita e o Kuweit haviam suspendido as restrições ao uso de seu espaço aéreo e bases militares pelos militares dos EUA, citando autoridades norte-americanas e sauditas, e que o governo Trump estava procurando reiniciar o “Projeto Liberdade”, sua operação para guiar embarcações através da hidrovia vital do Estreito de Ormuz nesta semana.

Os EUA e o Irã estão se aproximando de um acordo limitado e temporário para interromper sua guerra, disseram fontes e autoridades nesta quinta-feira, com um esboço de estrutura que interromperia os combates, mas deixaria as questões mais controversas sem solução e se concentraria em um memorando de curto prazo, em vez de um acordo de paz abrangente.

O analista da SEB Research, Ole Hvalbye, disse que um acordo confirmado provavelmente levaria o Brent de volta para a faixa de preço de US$80 a US$90 rapidamente, mas um fracasso nas negociações ou um retorno de Trump aos ataques, no entanto, levaria imediatamente os preços para o norte de US$120 por barril.

Dólar

O dólar oscilou em margens estreitas e fechou perto da estabilidade no Brasil, com as cotações reagindo ora positivamente ora negativamente ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista encerrou com leve alta de 0,05%, aos R$ 4,9230. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,31% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,15% na B3, aos R$ 4,9450.

No Brasil, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$ 4,8958 (-0,51%) às 9h53, mas retornou para perto da estabilidade na sequência, ainda que o viés no exterior fosse negativo.

Durante a tarde, as notícias sobre a guerra reduziram a força da moeda norte-americana em todo o mundo.

[Fonte Original]

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