O mercado de stablecoins ultrapassou recentemente a marca de US$ 300 bilhões em oferta total, mas os números mais recentes mostram que o crescimento do setor pode estar perdendo força. Neste cenário, o principal beneficiado continua sendo o Tether.
Segundo dados analisados pelo The Block, o USDT adicionou mais de US$ 5 bilhões em circulação no último mês. Em contrapartida, stablecoins concorrentes como USDC, USDe e PYUSD registraram retração combinada de aproximadamente US$ 4,2 bilhões no mesmo período.
Na prática, isso significa que o crescimento líquido do setor foi de apenas cerca de US$ 900 milhões, equivalente a uma expansão de aproximadamente 0,3% no último mês — um desempenho considerado fraco para um mercado que vinha crescendo de forma acelerada nos últimos anos.
Os dados sugerem que o capital novo que entra no ecossistema está migrando principalmente para o USDT, enquanto parte dos investidores reduz exposição a outras stablecoins.
A situação mais delicada parece ser a da USDe, stablecoin sintética desenvolvida pela Ethena. O ativo perdeu cerca de 28% de sua oferta apenas no último mês e acumula queda próxima de 34% desde o início do ano. O movimento reflete uma redução contínua na demanda pelo modelo de rendimento utilizado pelo protocolo.
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A estratégia da USDe depende fortemente dos ganhos gerados pelo mercado de contratos perpétuos, especialmente do chamado “funding positivo”. No entanto, após o evento de desalavancagem ocorrido em outubro de 2025, os retornos desse mercado diminuíram significativamente, enfraquecendo a atratividade do ativo.
Entre os projetos que vêm absorvendo parte dessa migração estão a USDS, da Sky, cuja oferta cresceu quase 49% no ano, e a USD1, da World Liberty Financial, que avançou cerca de 34% no mesmo período.
A PYUSD, stablecoin ligada ao PayPal, também apresentou desempenho fraco recentemente, com queda de aproximadamente 13% em oferta no último mês. Segundo a análise, a tese de adoção institucional do ativo ainda não conseguiu gerar crescimento relevante na circulação da moeda.
O cenário também levanta dúvidas sobre a capacidade das novas stablecoins emitidas por instituições financeiras tradicionais ou alinhadas às futuras regulações americanas — incluindo propostas associadas a chamada Lei Genius — de competir diretamente com o domínio do Tether.
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