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sábado, julho 4, 2026

Ex-Pesquisador da OpenAI Quer Levantar US$ 500 Milhões Para Startup de Ciência com IA

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A Periodic Labs, uma startup que está construindo uma “cientista de IA” capaz de usar laboratórios automatizados para fazer descobertas, está em negociações avançadas para captar recursos em uma avaliação de US$ 7,5 bilhões, em uma rodada liderada pela AMP, um veículo de investimento fundado pelo ex-sócio geral da Andreessen Horowitz, Anjney Midha, segundo três fontes a par do assunto ouvidas pela Forbes.

A Periodic Labs não respondeu a um pedido de comentário. A AMP preferiu não comentar.

A rodada será de pelo menos US$ 500 milhões, disseram duas das fontes. A rodada estava “significativamente superdimensionada em relação à demanda” e já há conversas para uma nova rodada complementar, em avaliação ainda mais alta, disse uma das fontes.

A captação agressiva marca uma ascensão meteórica para a startup sediada em São Francisco, que surgiu em setembro do ano passado com uma rodada seed de US$ 300 milhões, avaliada em US$ 1,3 bilhão. Se o acordo atual for fechado na marca de US$ 7,5 bilhões, a Periodic Labs, que estreou este ano na lista Forbes AI 50 Brink, verá seu valor aumentar quase seis vezes em menos de oito meses.

A Bloomberg informou em março que a Periodic Labs estava em negociações para uma grande rodada de financiamento, com avaliação de pelo menos US$ 7 bilhões.

A empresa foi fundada por Liam Fedus, ex-vice-presidente de pesquisa da OpenAI, e Ekin Dogus Cubuk, ex-cientista pesquisador da DeepMind, do Google. De acordo com o site da empresa, a Periodic Labs está desenvolvendo laboratórios robóticos autônomos para realizar experimentos e criar dados personalizados para seus modelos de IA. A empresa, sediada em São Francisco, espera que, ao realizar milhares de experimentos de física e química, consiga iterar rapidamente para descobrir novos materiais.

Atualmente, ela está tentando encontrar novos supercondutores que funcionem em temperaturas mais altas. A empresa também está trabalhando com a indústria de semicondutores, que utiliza a “cientista de IA” da Periodic para pesquisa e desenvolvimento.

Essa visão já atraiu um time expressivo de talentos. A Periodic Labs contratou mais de 20 pesquisadores vindos da Meta, da OpenAI e da DeepMind, muitos dos quais abriram mão de pacotes substanciais de participação acionária para embarcar na startup, informou o New York Times no ano passado.

Para muitos dos principais pesquisadores de IA do mundo, o “santo graal” da inteligência artificial não é um chatbot mais conversacional, mas sim uma ferramenta capaz de realizar descobertas científicas de forma autônoma. Essa visão é um pilar da missão de longo prazo da OpenAI; o CEO da empresa, Sam Altman, tem descrito com frequência o progresso científico como o principal motor do florescimento humano. “Se eu pudesse balançar uma varinha mágica e realocar a riqueza da sociedade, eu colocaria muito recurso no financiamento da ciência”, disse ele à Forbes no início deste ano. Da mesma forma, o cofundador da Google DeepMind, Demis Hassabis, defende há muito tempo que o objetivo é resolver o problema da inteligência e depois usá-la para “resolver tudo o mais”, citando o avanço do AlphaFold no dobramento de proteínas — que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Química em 2024 — como apenas o começo.

[Fonte Original]

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