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domingo, agosto 16, 2026

Eduardo Paes começa campanha ao governo do Rio de Janeiro na Igreja da Penha

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Candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes — que deixou a prefeitura da capital para concorrer ao Executivo estadual neste ano — começou a campanha de rua na Igreja da Penha, na Zona Norte do Rio. No amanhecer deste domingo, ele subiu os 382 degraus do santuário acompanhado da mulher, Cristine, assim como de sua candidata a vice, Jane Reis (MDB), e o marido, o pastor Rafael Corato, para acompanhar a missa das 7h.

Depois de citar sua tradição de iniciar campanhas na Penha, o candidato também comentou sua ida ao monte.

— Sempre fiz acenos ao eleitor evangélico. Aliás, tenho uma vice-governadora que é uma mulher, da Baixada Fluminense, evangélica, casada com um pastor. Minha história é de uma pessoa que tem respeito a todas a religiões, isso é fundamental — afirmou Paes, que agradeceu ao “povo fluminense” por tê-lo recebido na pré-campanha, a quem o político definiu como “sofrido, com medo, inseguro, desconfortável com tudo que acontece” no Estado.

Depois do templo, seu próximo compromisso é o Monte Sinai, em Duque de Caxias, que completa as agendas que acenam para católicos e evangélicos que, juntos, representam 70% da população fluminense, segundo o último Censo.

Esta é a terceira vez que Paes concorre ao Palácio Guanabara. Depois de 2006, o ex-prefeito da capital tentou o governo novamente em 2018, ocasião em que foi superado por Wilson Witzel, governador que teve candidatura representando o bolsonarismo no ano em que Jair Bolsonaro se tornou presidente.

Na chegada à Penha, Paes bebeu cafezinho nos pés da igreja, cumprimentou eleitores e perguntou à vice se estava “animada” para a campanha.

Ali também foi o local que abraçou sua base, como os ex-secretários de sua prefeitura, Renan Ferreirinha, Salvino Oliveira e Daniel Soranz, que concorrem a deputado federal pelo PSD. Já nas escadas, foi a vez do candidato ao senado pelo partido de Paes, Pedro Paulo, se juntar ao grupo, ao lado da mulher, a atriz Tati Infante.

Paes, Jane, Pedro Paulo e seus respectivos cônjuges posaram para foto ao lado do santuário, com o Complexo do Alemão ao fundo. O prefeito da capital, Eduardo Cavaliere (PSD), chegou depois do pelotão, mas a tempo de abraçar o político — a quem sucedeu na prefeitura — antes da missa começar.

Ao falar com a imprensa ao fim da missa, Eduardo Paes definiu a segurança pública como seu “principal desafio”, tema que promete ser um dos principais das eleições. Sua promessa é de “reconstruir” um estado “destruído”, segundo ele, pelo grupo político que o derrotou em 2018, representado mais recentemente por Cláudio Castro (PL), que concorreria ao Senado, mas desistiu após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, somada a relações com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e sua condenação por inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral.

— O candidato dele foi preso por ligações do Comando Vermelho (referência ao ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que já foi cotado para concorrer a governador). O governo deles teve de quatro a cinco secretários presos por ligações com o crime organizado. O crime organizado estava dentro do Palácio Guanabara e da Alerj — afirmou Paes. — É curioso que estou na terceira disputa para governador e, nas outras eleições, você saia da região metropolitana e não ouvia o tema da segurança como relevante. Agora você vai ao interior do estado, cidades outrora absolutamente pacificas, (e ouve) o drama da insegurança.

Representando a coligação “Juntos Para Mudar, Coragem Para Reconstruir”, que une 12 partidos, Paes contou ainda com o apoio dos candidatos a deputado federal Laura Carneiro (PSD), Martha Rocha (PDT) e Tainá de Paula (PT), e estadual, Joyce Trindade, Guilherme Schleder e João Pires, os três pelo PSD. Já Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo PT, integrante da coligação, foi ausência nessa primeira agenda de Paes.

O candidato ao Palácio Guanabara leu trecho da passagem “A mulher e o dragão”, do livro do Apocalipse, que representa a luta entre o bem e o mal.

O primeiro compromisso segue tradição que aprendeu com César Maia, atual vereador pelo Rio, de quem Paes foi subprefeito quando o político veterano chefiou o Executivo da capital. Na última eleição em que concorreu, e se elegeu ao quarto mandato como prefeito do Rio, a campanha foi iniciada no mesmíssimo local.

A cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para a qual Paes seguirá depois da missa é o berço político da sua vice, Jane Reis (MDB), irmã do ex-prefeito caxiense Washington Reis, e tia do atual mandatário, Netinho Reis.

Eduardo Paes, que tem como adversário o deputado estadual Douglas Ruas (PL), atual presidente da Alerj, vê aliados do parlamentar migrando para o seu lado. Depois de Rogério Lisboa e Dudu Reina, atual e ex-prefeitos de Nova Iguaçu (Lisboa chegou a ser anunciado como vice de Ruas), neste fim de semana foi a vez do senador Romário, que deixou o PL após decidir apoiar o candidato do PSD, indo contra o próprio partido.

Conforme mostrou a coluna Jogo Político, do editor de Política do GLOBO, Thiago Prado, o ex-jogador de futebol espera herdar a Secretaria estadual de Esportes em caso de vitória de Paes.

[Fonte Original]

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