Os ativos domésticos apresentaram uma piora nesta tarde de terça-feira, em meio a notícias de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria liberado a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que põe fim à escala 6×1 para a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa. Além do potencial inflacionário, a medida é vista pelos agentes como um fator que pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral neste ano. A reeleição de Lula eleva o prêmio de risco dos ativos por conta do temor com a questão fiscal.
Assim, perto das 16h30, o dólar à vista operava em alta de 0,33%, cotado a R$ 5,2180, depois de ter tocado a máxima de R$ 5,2215 minutos antes. Já o euro comercial avançava 0,30%, a R$ 6,0398. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, operava estável, aos 99,637 pontos.
Já no mercado de juros, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2031 avançava de 14,625% do ajuste para 14,65%. No exterior, o rendimento do título do Tesouro americano de dez anos recuava de 4,726% para 4,712%. Já no mercado de ações, o Ibovespa recuava 0,28%, aos 166.309 pontos, perto das mínimas de 166.211. No exterior, o S&P 500 caía 0,58%, enquanto o Nasdaq recuava 1,28%.