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quarta-feira, agosto 19, 2026

Ricardo Almeida Celebra Sua Trajetória em Desfile Impecável

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Era 25 de julho de 1996. Ricardo Almeida estreava nas passarelas do Morumbi Fashion, evento precursor do São Paulo Fashion Week, e lançava a tendência do blazer de três botões. O desfile, o primeiro em 13 anos de história da marca, encerrou com um bloco de looks black-tie. Corta para o dia 18 de agosto de 2026. Trinta anos depois de seu primeiro desfile, Ricardo Almeida realizou uma apresentação para celebrar a data, marco tão importante quando se fala de moda masculina brasileira. Desta vez, abriu o desfile, batizado de “Raízes”, com o bloco black-tie e lançou nova tendência: a do blazer de abotoamento cruzado – o famoso jaquetão – com um só botão.

As épocas são muito diferentes, mas o tempo só fez bem a Ricardo Almeida. Agora ele está instalado em seu imponente ateliê no Complexo Matarazzo, onde passou a realizar seus desfiles e a abrigar também a RA2, linha jovem comandada pelos filhos Arthur e Ricardinho, mais Gabriel Pascolato, sobrinho-neto da consultora de moda Costanza Pascolato. A sua alfaiataria segue primorosa, com silhueta atualizada e sem nenhum sinal de envelhecimento. Rugas, só as do linho, do algodão e da georgete de seda que se intrometem entre as lãs Super 130’s a 180’s nas camadas dos looks masculinos e femininos.

Novas proporções redefinem o universo clássico sempre associado a Ricardo. Os paletós chegam mais alongados, com abotoamento rebaixado, as jaquetas híbridas e os blazers transpassados se juntam às calças pregueadas de linhas confortáveis. Entre os ótimos acessórios, destaque para os mocassins molinhos, levíssimos e em cartela esmaecida, para usar com bermudas e calças amplas no verão. As babuches de couro, as bolsas em couro tressê e os óculos de acetato tigrado marrom também são elegantíssimos.

Depois dos 28 looks da linha principal de Ricardo Almeida, outros 12 da RA2 encerraram o desfile com criações mais fashionistas, minimalistas e conceituais. O paletó de estrutura boxy sem lapela, as calças samurai reeditadas e as peças em linho com costura reversa merecem atenção. Inteligentes também os detalhes emprestados do universo esportivo, como as mangas compridas que cobrem metade das mãos com efeito de luva, algo típico das blusas usadas na corrida de rua em dias mais frios.

Foi uma tremenda demonstração de savoir-faire. Aos 43 anos de trajetória, Ricardo Almeida amadurece como vinho e reafirma seu nome no topo da alfaiataria nacional.

[Fonte Original]

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