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sábado, setembro 5, 2026

TIM (TIMS3) Aprova Nova Recompra de Ações de R$ 1 Bilhão: “Valor Atual” Não Reflete a Empresa

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A TIM (TIMS3) aprovou um novo programa de recompra de ações de até R$ 1 bilhão, em uma aposta de que os papéis da companhia estão sendo negociados abaixo do que a administração considera seu valor justo. O novo programa poderá adquirir até 55,2 milhões de ações ordinárias, o equivalente a aproximadamente 2,31% do total de ações da empresa.

A decisão, aprovada pelo Conselho de Administração, dá continuidade a uma política de retorno de capital aos acionistas ao mesmo tempo em que a companhia afirma manter espaço financeiro para investir no próprio negócio e buscar novas oportunidades de criação de valor.

Segundo a TIM, a administração entende que o preço atual das ações não reflete adequadamente o valor intrínseco da companhia, nem a força e a resiliência de seu modelo de negócios, sua capacidade sustentável de geração de caixa e suas perspectivas de crescimento.

O programa, batizado de Programa 9, ficará vigente até 19 de fevereiro de 2028. As ações adquiridas poderão permanecer em tesouraria ou ser posteriormente canceladas, respeitados os limites legais e regulatórios.

A lógica econômica da operação é direta: se a administração considera que o mercado atribui à companhia um valor inferior ao que ela acredita que o negócio vale, recomprar as próprias ações pode ser uma forma de alocar capital. Ao reduzir a quantidade de ações em circulação, uma eventual manutenção do lucro da companhia passa a ser distribuída por uma base menor de papéis.

A TIM também procura enquadrar a recompra dentro de uma estratégia mais ampla de disciplina financeira. No fato relevante, a administração afirma que a operação é compatível com sua posição financeira e não compromete a capacidade de continuar investindo no negócio.

O novo programa foi anunciado poucos dias depois do encerramento do Programa 8, aprovado em fevereiro de 2025. Durante sua vigência, a TIM recomprou 46,9 milhões de ações ordinárias, com desembolso de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Do total adquirido no programa anterior, 28,7 milhões de ações foram canceladas em dezembro de 2025. O restante permanece em tesouraria e poderá receber a destinação que vier a ser definida pela companhia, de acordo com as regras aplicáveis.

A sequência entre os dois programas reforça a recompra como um instrumento recorrente na política de alocação de capital da TIM. O novo programa, porém, estabelece um limite de aquisição superior em número de ações ao volume efetivamente comprado no programa anterior, embora mantenha o teto financeiro em R$ 1 bilhão.

Para a companhia, a mensagem ao mercado é menos sobre uma necessidade imediata de sustentar o preço da ação e mais sobre a avaliação de que o capital empregado na recompra pode oferecer retorno atraente diante das perspectivas de longo prazo do negócio.

A TIM, controlada pelo grupo italiano Telecom Italia, encerra o Programa 8 e abre uma nova janela para recompras justamente com a administração reiterando sua confiança na capacidade de geração de caixa e no potencial de valorização da companhia.

O ponto central, portanto, não está apenas no volume de ações que poderão ser retiradas do mercado. Está na avaliação explícita feita pela própria administração: a TIM considera que o mercado ainda não reconhece integralmente o valor de seu negócio.

[Fonte Original]

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