O Papa Leão XIV chegou a San Marino no dia 22 de agosto, iniciando uma visita pastoral por ocasião do centenário das relações diplomáticas do país com a Santa Sé. O Santo Padre também estava programado para visitar a cidade italiana de Rimini, onde acontece o Encontro pela Amizade entre os Povos.
O papa deixou Roma de helicóptero por volta das 8h e chegou 45 minutos depois ao campo de aviação de Torraccia, em San Marino. Lá foi recebido pelos Capitães Regentes Alice Mina e Vladimiro Selva, que estavam acompanhados por várias autoridades locais.
Também estavam presentes na delegação de boas-vindas o núncio apostólico na Itália e na República de San Marino, Monsenhor Edgar Peña Parra, bem como Monsenhor Domenico Beneventi, bispo de San Marino-Montefeltro.
Em um telegrama endereçado ao presidente italiano Sergio Mattarella — enviado por costume quando o papa estava deixando o território italiano — Leão expressou suas saudações, acompanhadas “de fervorosos votos pelo progresso espiritual, civil e social da minha amada Itália”.
Após sua chegada, honras militares foram prestadas ao papa, depois das quais uma conversa privada foi realizada entre o pontífice e os capitães regentes no Palazzo Publico. O Santo Padre também se reuniu com autoridades locais e representantes da sociedade civil.
Mais tarde, os capitães regentes dirigiram algumas palavras ao papa, que por sua vez fez um discurso no qual disse estar enormemente satisfeito em visitar San Marino, que tem a honra de ser “a república mais antiga do mundo”.
O papa agradeceu aos capitães regentes pelo convite e pela calorosa recepção que lhe deram. Ele destacou a importância dos 100 anos de relações entre o Vaticano e San Marino.
“Esta conexão é antiga devido à sua longa coexistência histórica, mas ao mesmo tempo recente se considerarmos que há apenas um século, em abril de 1926, as relações diplomáticas entre a Santa Sé e a sereníssima República de San Marino foram formalizadas”, disse.
O papa então refletiu sobre o valor da liberdade na vida pessoal e nos acontecimentos de uma nação, apontando que “não há verdadeira liberdade civil sem liberdade pessoal”.
“Esta liberdade é concedida e garantida, em última análise, por Deus, cuja voz ressoa na consciência de todo ser humano”, disse.
“Promover a liberdade significa defender o espaço da consciência. E aqui nossos pensamentos se dirigem aos muitos homens e mulheres que, em todos os tempos e lugares, são mártires da liberdade porque testemunham o primado da consciência”, acrescentou.
O papa destacou o valor de figuras como São Tomás Moro, padroeiro dos governantes e políticos, que inspiram aqueles que exercem o poder a permanecerem fiéis às suas consciências “mesmo em tempos de grande adversidade, testemunhas da verdadeira liberdade, a liberdade que vem de ser filhos e filhas de Deus”.
Ao mesmo tempo, o Papa Leão observou que a liberdade se realiza “no dar, na comunhão, no encontro e no diálogo”, sendo vivida de acordo com o Evangelho. Além disso, continuou, a liberdade é também “um compromisso constante com a participação ativa e positiva na construção da paz”.
Finalmente, o Santo Padre apontou que San Marino pode ser um “laboratório” de boas políticas, destacando o “cuidado humano” que se expressa na “proteção de toda vida, em cada etapa, desde a concepção até a morte natural”.
“Esta preocupação com os outros tem sido uma característica distintiva da história de San Marino desde seus primórdios”, disse.
“Esta sensibilidade é também o resultado da tradição cristã deste país e da colaboração constante e positiva entre as autoridades políticas e o bispo na busca do bem comum”, afirmou.
©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Pope Leo XIV visits San Marino, the oldest republic in the world and a ‘laboratory’ of good policies https://www.ewtnnews.com/vatican/pope-leo-xiv-visits-san-marino-the-oldest-republic-in-the-world-and-a-laboratory-of-good