Esta semana, o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, propôs um pacote de medidas sobre o uso, nas eleições, de deepfake — como é chamado o vídeo de conteúdo falso que disparou com a chegada da Inteligência Artificial. Só que o universo das celebridades conhece muito bem este submundo digital.
Um levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab) da UFRJ, dirigido pela professora Marie Santini, mostrou que, entre agosto de 2025 e julho deste ano, foram coletados cerca de 7.970 anúncios que utilizam a imagem e os nomes de celebridades e famosos para promover golpes e produtos fraudulentos.
Desse total, segue como maior vítima o Dr. Drauzio Varella (foto), que teve a imagem e o nome utilizados em 2.950 anúncios fajutos, que promovem supostos tratamentos médicos, especialmente para diabetes e rejuvenescimento facial.
No momento, o NetLab avança numa nova etapa de suas pesquisas, focando em vídeos que levam potencialmente a conteúdos pornográficos falsos de famosos, como é o caso de Paolla Oliveira, quando foram identificados 198 anúncios enganosos com a imagem da atriz em pouco mais de três meses, o que foi motivo de reportagem no Fantástico.