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segunda-feira, agosto 31, 2026

Caiado pretende revisar incentivos fiscais para alcançar prometido superávit de 1,5% do PIB

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O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, voltou afirmar nesta segunda-feira (31) que, uma vez eleito, pretende obter um superávit primário de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Para atingir a meta, disse que vai revisar programas que recebem incentivos fiscais e avaliar se estão gerando um retorno que justifique tais benefícios. Ele não detalhou, no entanto, quais programas poderiam ser afetados.

“Eu não tenho [ideia de onde serão os cortes nos incentivos], porque não existe quem tenha. Porque você tem uma situação obscura do governo”, disse em entrevista à Jovem Pan.

O ex-governador de Goiás também afirmou que pretende conter o crescimento das emendas impositivas e rever os supersalários no serviço público.

Caiado voltou a dizer que a condenação dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 polarizou o país e alimentou uma disputa entre as cúpulas políticas. Segundo ele, a pauta tem ocupado espaço que deveria ser destinado a outros temas de interesse da população.

Na avaliação do presidenciável, a pacificação do país passa por uma anistia ampla e geral aos condenados pelos atos. “Essa continuidade dessa discussão só faz alimentar um ódio que está atrasando o desenvolvimento brasileiro”, ressaltou.

Na segurança pública, o candidato do PSD voltou a defender a classificação de todas as facções criminosas como organizações terroristas domésticas. Segundo ele, a medida permitiria mobilizar as forças de segurança no combate ao crime sem a necessidade de acionar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Ele também reforçou que, se eleito, pretende criar uma força de segurança integrada entre os países da América do Sul. Segundo ele, a chamada “SulPol” permitiria dar continuidade a investigações e prisões mesmo quando criminosos atravessassem fronteiras.

“Como presidente, eu vou buscar todos os países limítrofes e vou discutir com eles a formação de uma polícia, que será a SulPol, a polícia sul-americana, capaz de não ter esse limite fronteiriço”, disse.

Segundo Caiado, a nova força seria formada por equipes de inteligência dos países envolvidos e por batalhões especializados no combate a crimes de caráter “federal”, como lavagem de dinheiro, tráfico de armas e tráfico de drogas.

Questionado sobre como pretende se articular politicamente caso seja eleito, em um contexto de falta de apoio de candidatos do PSD aos governos estaduais à sua candidatura, Caiado evitou responder diretamente e disse que tem recebido apoio de nomes de outros partidos nos Estados. Como mostrou levantamento feito pelo Valor, apenas cinco dos 13 candidatos do PSD aos governos estaduais declararam apoio à candidatura de Caiado.

[Fonte Original]

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