Novo exame de sangue detecta câncer de pâncreas em estágio inicial em 87% dos casos, diz estudo da Nature

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Uma das razões pelas quais o câncer de pâncreas continua sendo tão letal é que ele geralmente é descoberto tardiamente, após já ter se disseminado. Mas isso pode estar prestes a mudar. De acordo com um novo estudo publicado na prestigiosa revista científica Nature Medicine, um exame de sangue desenvolvido por pesquisadores liderados pelo City of Hope, instituição líder em pesquisas sobre câncer de pâncreas nos EUA, pode detectar a doença muito mais cedo, quando ela é não apenas mais tratável, mas também potencialmente curável.

O amplo estudo internacional constatou que a nova biópsia líquida experimental, chamada Panxeon, apresentou alta sensibilidade na detecção de câncer de pâncreas nos estágios 1 e 2, além de uma baixa taxa de falsos-positivos. O teste também foi capaz de identificar displasia de alto grau — uma condição pré-cancerígena do pâncreas —, possibilitando, potencialmente, uma intervenção antes que o câncer se desenvolva.

“O câncer de pâncreas continua sendo tão letal, em grande parte, porque o detectamos depois que a janela de oportunidade para a cura já começou a se fechar”, afirma o autor sênior Ajay Goel, chefe do Departamento de Diagnóstico Molecular e Terapêutica Experimental do City of Hope, em comunicado. “Para os pacientes, essas descobertas representam um avanço no sentido de identificar o câncer de pâncreas antes do surgimento dos sintomas e enquanto ainda há mais opções de tratamento disponíveis.”

O câncer de pâncreas apresenta as menores taxas de sobrevida entre todos os tipos de câncer. Apenas 14% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico. Cerca de 90% desses indivíduos têm seus tumores detectados em estágios avançados, quando a doença já se disseminou.

[Fonte Original]

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