Robert Wagner, da Intuitive Machines, identificou a formação em imagens do orbitador Lunar Reconnaissance Orbiter. “Foi, de longe, o padrão de detritos de impacto mais óbvio que já vi em uma dessas imagens”, afirmou Wagner.
Pesquisadores batizaram a formação de McGetchin em homenagem ao geólogo lunar Tom McGetchin, que trabalhou nas missões Apollo. Modelos de formação de crateras indicam que impactos dessa dimensão ocorrem na Lua, em média, uma vez a cada 132 anos.
Por que a área ao redor esfriou
O instrumento Diviner, a bordo do orbitador, registrou temperaturas noturnas de 8°C a 9°C abaixo das medidas no entorno da cratera. A anomalia de frio se estende por aproximadamente 7 km ao redor do ponto de impacto.
Os cientistas atribuem o resfriamento ao regolito, a camada de poeira e fragmentos de rocha que cobre a Lua. O impacto teria revolvido esse material, que retém menos calor do que rochas lunares mais compactadas.
A equipe comparou crateras recentes com mais de 20 metros de diâmetro para testar a hipótese. O efeito de resfriamento apareceu em todas as formações novas maiores que 30 metros e aumentou conforme o tamanho da cratera.