As bolsas de Nova York avançam nesta segunda-feira (21), impulsionadas por ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial (IA), enquanto os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries recuam, após uma semana predominantemente negativa. Os sinais de reaproximação dos governos de Estados Unidos e China seguem no radar.
Por volta das 13h40, o índice Dow Jones subia 0,56%, aos 51.972,98 pontos; o S&P 500 ganhava 1,26%, aos 7.747,02 pontos; e o Nasdaq Composto tinha alta de 1,88%, aos 27.021,119 pontos, com destaque para papéis ligados à IA, como Intel (+13%), AMD (+9%) e Qualcomm (+8%).
“Com crescimento econômico resiliente e os resultados corporativos ainda robustos, acreditamos que os investidores devem manter posições voltadas para a valorização do mercado”, diz o UBS, em nota. “É improvável que um aperto monetário moderado interrompa o ciclo do setor de tecnologia.” O Federal Reserve (Fed) elevou juros na semana passada pela primeira vez em três anos.
Nos mercados de câmbio, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – subia 0,15% a 100,38 pontos, com o iene em queda e uma possível intervenção cambial no radar. Já o rendimento da T-note de dois anos cedia a 4,738%, de 4,752% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos recuava de 4,997% a 4,957%.
Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para entrega em novembro caía 4,55% a US$ 99,14 por barril, e o WTI para outubro cedia 4,52% a US$ 95,77, diante de relatos de fluxos pelo Estreito de Ormuz e avanços nos esforços diplomáticos para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã.
O presidente Donald Trump disse que “provavelmente” estaria aberto a se reunir com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Trump também terá reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, e poderá se encontrar com líderes de nações do Golfo Pérsico esta semana.
A visita de Xi a Washington, prevista para quinta-feira, será o principal evento geopolítico da semana, diz o diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira. “Em nossa avaliação, o resultado do encontro poderá influenciar os fluxos de capital, as moedas e os preços das commodities, com efeitos relevantes para os mercados emergentes.”
Oliveira afirma que uma trégua mais duradoura tende a reduzir a aversão ao risco e favorecer a alocação em ativos desses países. “Esse movimento poderia ganhar força caso viesse acompanhado de enfraquecimento do dólar e recuo dos juros americanos, embora esses desdobramentos não sejam automáticos.” Em sentido contrário, uma frustração das negociações ou novas restrições tecnológicas poderiam ampliar os prêmios de risco e pressionar moedas e o mercado acionário, afirma.