Na véspera do primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão foi tomada no sábado (3/10) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e já está valendo, embora ainda vá ser analisada pelo plenário da corte.
Com isso, a candidatura de Dallagnol passa a constar como indeferida, e os votos que ele receber serão considerados nulos.
O ministro reverteu uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia considerado Dallagnol elegível. Na avaliação de Floriano, cabe ao próprio TSE decidir sobre o caso.
Foi o TSE que, em 2023, cassou o mandato de deputado federal de Dallagnol. Na época, a corte entendeu que ele havia pedido exoneração do cargo de procurador da República para escapar de uma possível punição disciplinar que o deixaria inelegível. Na sexta-feira (2/10), o Ministério Público Eleitoral tinha se manifestado a favor da manutenção da candidatura.
Dallagnol ficou conhecido nacionalmente como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato.
Em nota, a campanha afirmou que “repudia a decisão individual do ministro Floriano Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indeferiu sua candidatura ao Senado pelo Paraná na véspera da eleição”. O próprio Dallagnol disse ser alvo da “maior violência eleitoral da história do Brasil”.
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