O anúncio confirmou uma reportagem do Wall Street Journal na qual Clayton, nomeado chefe de inteligência em agosto, afirmou que Trump o havia escolhido para liderar os esforços do governo para manter os EUA na vanguarda da IA. “O risco de não sermos os primeiros é alto”, disse Clayton ao jornal.
Clayton afirmou que a força-tarefa terá 120 dias para elaborar um relatório avaliando os riscos e oportunidades apresentados pela IA e recomendando qual papel o governo federal deveria desempenhar.
A segurança da IA tornou-se uma questão importante nas últimas semanas, com alguns pesquisadores alertando que as pessoas que desenvolvem a tecnologia acreditam que ela poderia matar seres humanos dentro de uma década. Vários parlamentares democratas e republicanos reagiram com preocupação e pediram mais medidas.
Trump parece ter adotado uma postura mais branda em relação à regulamentação da IA, argumentando que uma supervisão excessiva poderia enfraquecer a competitividade frente à China. Ele afirmou na terça-feira que não deseja trabalhar com o presidente chinês, Xi Jinping, na regulamentação da tecnologia de IA.
O painel de Clayton analisará os riscos relacionados à IA e os atuais mecanismos governamentais de notificação de violações, ataques cibernéticos e outros incidentes, além de recomendar formas de fortalecer as capacidades de resposta federal dentro das competências existentes, informou o Journal, citando o regulamento da força-tarefa.
Esta é a segunda vez que Trump nomeia um assessor para supervisionar as decisões relacionadas à IA. O investidor de capital de risco David Sacks ocupou o cargo de “czar da IA” no início do segundo mandato de Trump.