O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,50% em setembro, depois de avançar 0,06% em agosto, segundo informações da Fundação Getulio Vargas. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,72% no ano e de 3,80% em 12 meses. Em setembro de 2025, o IGP-DI havia tido alta de 0,36% e acumulava elevação de 2,31% em 12 meses.
O resultado ficou abaixo da mediana de 1,53% das projeções dos economistas ouvidos pelo VALOR DATA, e dentro do intervalo das projeções de 1,35% a 1,82%. No acumulado em 12 meses, a mediana era de 3,83%, com intervalo de 3,65% a 4,11%.
“A aceleração do IGP-DI em setembro foi impulsionada principalmente pelos avanços dos preços ao produtor e ao consumidor. No IPA, destacou-se a alta das commodities agrícolas, além do reajuste da gasolina automotiva. No IPC, a pressão partiu sobretudo da habitação, refletindo o aumento da tarifa de eletricidade residencial após o fim dos efeitos de descontos concedidos por conta do Bônus de Itaipu, e dos alimentos in natura”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,95% em setembro, ante taxa de 0,10% no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais aumentou 1,53% em setembro, ante 0,07% em agosto. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, acelerou de 0,61% em agosto para 0,78% em setembro. Já o grupo de Bens Intermediários registrou alta de 1,00% em setembro, após cair 1,66% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,87%, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à queda de 0,09%. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 2,94% em setembro, de 1,43% no mês anterior.
Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,67%, depois de ter caído 0,37% em agosto. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Comunicação (-2,19% para -0,02%), Habitação (-1,21% para 1,99%), Alimentação (-0,47% para 1,00%), Educação, Leitura e Recreação (-1,44% para -0,23%), e Vestuário (-0,58% para 0,30%). Em contrapartida, três classes apresentaram recuo: Despesas Diversas (3,38% para 0,08%), Transportes (0,08% para -0,04%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,27% para 0,17%).
O Núcleo do IPC registrou taxa de 0,25% em setembro, abaixo do apurado no mês anterior, de 0,27%. Dos 85 itens componentes do IPC, 40 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 17 apresentaram taxas abaixo de -0,15%, linha de corte inferior, e 23 registraram variações acima de 0,44%, linha de corte superior.
O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 59,68%, 4,52 pontos percentuais acima do registrado em agosto, quando o índice foi de 55,16%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,22%, ante 0,66% em agosto. Analisando os três grupos componentes do INCC, o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,33% para 0,14%; o grupo Serviços reduziu de 0,18% para 0,15%; e o grupo Mão de Obra desacelerou de 1,12% para 0,32%.