Ibovespa recua com acirramento da disputa eleitoral e sem o apoio de Vale

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Depois de abrir o pregão oscilando em torno da estabilidade, o Ibovespa se firmou em queda durante a manhã, diante de novas pesquisas eleitorais que reforçaram o acirramento da corrida eleitoral a poucos dias do segundo turno. Hoje, a Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que implica queda da vantagem do bolsonarista. Além disso, o levantamento mostrou que a rejeição de Lula recuou de 53% para 47%, o que contribuiu para o menor apetite no mercado acionário local.

Ao mesmo tempo em que o cenário eleitoral elevou a cautela nos negócios, a queda mais intensa das ações da Vale, Petrobras e alguns bancos ajudou a intensificar o movimento negativo no índice. O tombo registrado pela WEG, após a divulgação do balanço, também pesou sobre os negócios. Assim, após oscilar entre os 205.988 pontos e os 209.245 pontos, o Ibovespa encerrou em queda de 0,86%, aos 206.495 pontos.

Blue chips de commodities cederam em bloco: as ON da Vale recuaram 2,15%, ao passo que as PN da Petrobras perderam 0,79%. Já bancos terminaram mistos: as units do Santander foram destaque, ao subirem 0,90%, enquanto as units do BTG Pactual lideraram as perdas, no valor de 1,41%.

A queda mais intensa da Vale foi provocada pela percepção de analistas de que a mineradora enfrenta uma chance razoável de não alcançar metas anuais tanto de volumes produzidos quanto de custos unitários em 2026.

Para a XP, o plano da Vale para expandir sua produção de cobre para 700 mil toneladas até 2035 encontra sustentação na base geológica de reservas e recursos da companhia, transferindo o debate sobre a capacidade de execução da mineradora.

Em relatório, os analistas apontam que a consolidação dessa expansão deve reposicionar a estrutura de resultados da companhia, historicamente concentrada no minério de ferro, aumentando a participação das operações de metais básicos dos atuais 28% para até 43% em 2035.

Os papéis da WEG, por sua vez, encerraram em queda de 7,34%, após resultados ligeiramente abaixo do esperado no terceiro trimestre, com margens pressionadas pela alta nas cotações do cobre e tarifas comerciais nos Estados Unidos, na avaliação do Citi.

Além de acompanhar os balanços, investidores continuaram atentos ao cenário eleitoral. Participantes do mercado ouvidos pelo Valor avaliam que os números da Quaest surpreenderam, especialmente a oscilação da rejeição de Lula, que caiu de 53% para 47%, ao passo que a de Flávio variou de 54% para 52%, o que ajudou a reforçar a cautela nos negócios.

“Os volumes de negócios estão mais fracos, porque o momento é de cautela: quem já está posicionado espera o resultado da eleição, e quem está menos exposto ou ainda sem posição também está aguardando”, diz a fonte.

Hoje, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa no pregão foi de R$ 24,6 bilhões, chegando a R$ 36,8 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq subiu 1,05%; o Dow Jones ganhou 0,69%; e o S&P 500 avançou 0,58%.

[Fonte Original]

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