A Cyrela (CYRE3) vê no espaço que contempla o Jardins e o bairro de Pinheiros uma das regiões mais promissoras da capital paulista — especialmente na Rua Oscar Freire.
A via já teve um salto de 65% no preço médio do aluguel no ano passado. Esse movimento colocou a Oscar Freire na 34ª posição em ranking da Cushman & Wakefield. Foi a maior alta da lista.
Com 2,6 quilômetros de extensão, a rua atravessa os bairros de Cerqueira César, Jardim Paulista e Jardim América e vai até o bairro de Pinheiros — alguns dos bairros mais valorizados de São Paulo.
Pinheiros tem um preço médio de R$ 18,2 mil por metro quadrado, segundo última leitura do FipeZAP, referente a setembro. O segundo preço mais alto da capital. No entanto, tem queda de 0,3% em 12 meses. O Jardins é o terceiro bairro mais caro da cidade, com preço médio de R$ 18 mil, com alta de 6,7% em 12 meses.
“Entre a Paulista, que era o centro do comércio antigo, a Faria Lima, que é o novo, e a Rebouças, que uniu os dois, tudo o que está no meio vai ser o novo centro do dinheiro, do magnetismo, da gastronomia. Vai ser a região número um de São Paulo“, defende Efraim Horn, Diretor Co-Presidente da Cyrela.
Na sua visão, o Jardins já foi um “bairro velho” com uma “decadência chique”, mas possui hoje um volume maior de prédios novos.
Assim, a micro-localização joga a favor de um aumento do desenvolvimento imobiliário na região, atraindo investimentos.
Esse movimento, de fato, tem ocorrido, e o aumento da verticalização na região da Oscar Freire é perceptível.
O crescimento acelerado de condomínios residenciais tem reduzido a participação dos imóveis comerciais. Dados da SiiLA apontam que a vacância de imóveis comerciais saltou de cerca de 5% em 2021 para mais de 36% no ano de 2025.
Uma das obras mais emblemáticas desse movimento é o The One da Cyrela — empreendimento que será o mais alto da rua.
Cyrela quer dar vista única de São Paulo
O prédio terá 150 metros de altura, estando localizado na altura do nº 2150, no início da via.
Os apartamentos de alto padrão terão entre 286 e 341 metros quadrados e serão distribuídos entre 51 andares. Ocorreu um pré-lançamento do The One Oscar Freire by Cyrela nesta semana. A previsão é de que a entrega seja feita no primeiro semestre de 2031.
Por estar na parte mais alta do bairro de Pinheiros, os últimos andares do prédio permitem aos moradores vislumbrar a cidade inteira, com uma vista panorâmica que chega ao Pico do Jaraguá e vê com algum nível de detalhe os aviões enfileirados no Aeroporto de Congonhas.
O empreendimento fica logo ao lado do Cyrela Corporate, onde serão centralizadas as operações da Cyrela. O prédio, que fica pronto este ano, também abrigará o Nubank. Sozinho, foi responsável por impulsionar a absorção líquida do bairro.
No ponto mais alto, acima das lajes corporativas, a companhia quer atrair grandes eventos.
“Quando a gente vai para Nova York, visita o quê? Os rooftops. Queremos que as empresas façam seus aniversários e seus eventos aqui em cima. Queremos que eventos de Fórmula 1 e apresentações de marcas possam ser realizados em um local que São Paulo oferece”, projeta Horn.
Um dos projetos mais altos da companhia

A cota absoluta do The One é a segunda mais alta do portfólio da incorporadora.
O Epic Jardim Europa by Pininfarina (desenvolvido pela Cyrela em parceria com a J. Safra Properties) terá 210 metros de altura e 57 andares. Quando ficar pronto, será o edifício residencial mais alto de São Paulo.
No entanto, está em uma região de cota mais baixa, ao passo que o The One está em uma cota mais alta — cota é o ponto de menor altitude ou elevação de uma edificação em relação a uma referência determinada, como o nível do mar, o terreno ou uma cota estabelecida no projeto.
“Na rua mais icônica de São Paulo, a Cyrela vai fazer o seu residencial ao lado do futuro escritório, com 150 metros de altura, para dar aos paulistanos a vista da cidade deles (…) Não existe empreendimento assim, que consiga olhar para a Zona Sul e para a Zona Oeste”, diz Efraim Horn.

Em várias regiões da Oscar Freire, o metro quadrado supera facilmente os R$ 50 mil, chegando a mais de R$ 70 mil em alguns casos.
No caso do The One, Efraim Horn relata que os preços ficam em torno de R$ 25 mil. Considerando esse patamar de preço e a metragem dos apartamentos, a estimativa é de que as unidades custem de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões, na média.
No entorno, a esmagadora maioria das novas incorporações para nos 80 metros de altura, especialmente por questões de custo, dado que a legislação prevê que se necessite de duas escadas de emergência quando se passa dos 80 metros.
Em se tratando do público comprador, a Cyrela enxerga que é o “projeto mais eclético” do leque de produtos, com um dinamismo maior do que a média.