O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta terça-feira (27) que a Venezuela seja incorporada ao território americano como o 51º estado do país. Durante um comício no Texas, o republicano sugeriu que os venezuelanos passassem a eleger um governador em vez de um presidente.
A declaração ocorreu durante um discurso de campanha em apoio aos candidatos republicanos nas eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro. Trump mencionou a possibilidade de anexação ao comentar a aproximação entre Washington e Caracas após a captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.
“Vamos transformá-la [a Venezuela] no 51º estado. E, em vez de um presidente, teremos uma eleição para governador. Que tal?”, afirmou Trump, provocando a reação dos apoiadores presentes no evento.
Antes de sugerir a transformação da Venezuela em território americano, Trump celebrou a retomada dos investimentos das empresas petrolíferas dos EUA no país sul-americano.
“Quero agradecer à Venezuela, com quem nossa relação se tornou muito, muito boa, excelente, e onde as maiores companhias petrolíferas estão investindo bilhões e bilhões de dólares”, disse o republicano.
O presidente americano afirmou ainda que a recuperação econômica venezuelana poderá transformar o país nos próximos anos.
“Ela se tornará um país próspero e, quem sabe, talvez em breve se torne um próspero 51º estado. Isso é possível”, acrescentou.
Essa não é a primeira vez que Trump menciona a possibilidade de transformar a Venezuela em um estado americano. Em maio, ele afirmou à emissora Fox News que estava considerando seriamente a ideia. Na ocasião, a líder interina venezuelana, Delcy Rodríguez, rejeitou a possibilidade de anexação.
Desde a captura de Maduro por forças americanas os Estados Unidos restabeleceram relações diplomáticas com Caracas e passaram a negociar diretamente com Delcy Rodríguez. Os dois países também assinaram um acordo para a exploração de petróleo venezuelano, permitindo que empresas americanas ampliem sua participação no setor energético do país.
Paralelamente, a administração Trump tem pressionado Caracas a realizar reformas políticas e preparar novas eleições presidenciais.