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sexta-feira, novembro 28, 2025

São Paulo quer mostrar ao mundo o agro sustentável

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São Paulo tem peso decisivo no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro — que, por sua vez, é vitrine mundial. Em 2023, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP, em parceria com o Departamento de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Deagro), o estado gerou uma riqueza de R$ 609,7 bilhões e respondeu por 23,6% do PIB total do setor.

Além de grande geradora de riqueza e de empregos, a atividade é fundamental no avanço da sustentabilidade, um dos temas centrais dos debates da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (a COP30), que acontece em Belém (PA).

Ciente da importância do evento, a Federação da Agricultura e Pecuária o Estado de São Paulo (Faesp) debateu o papel do agronegócio paulista durante seu Fórum de Sustentabilidade. Nele, pesquisadores, consultores, representantes do poder público e privado e lideranças dos sindicatos rurais discutiram como tornar a presença do estado uma vitrine de práticas sustentáveis.

As ações das pastas de Meio Ambiente e Agricultura do Governo do Estado, por exemplo, passam por segurança hídrica, biodiversidade, segurança alimentar e o avanço de fonte de energia limpa — desde a ampliação da capacidade da hidrovia Tietê Paraná, que reduz o uso de caminhões a diesel nas estradas, até o aumento da geração e da adesão ao uso do biometano. Hoje, 59% da matriz energética de São Paulo é renovável.

Faesp reuniu especialistas durante seu Fórum de Sustentabilidade — Foto: Divulgação

“Temos o exemplo do setor sucroenergético, que oferece soluções para uma matriz limpa, e vemos uma busca cada vez maior por um modelo em que se produza mais com menos, graças aos avanços nas pesquisas, além do uso crescente dos bioinsumos”, pontua Diogenes Kassaoka, subsecretário de Abastecimento e Segurança Alimentar da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Além das iniciativas de produtores rurais para recuperar áreas de vegetação nativa e na adesão a projetos que reduzam as emissões de gases de efeito estufa (GEEs), há uma série de pesquisas que confirmam como algumas culturas podem impactar positivamente desde o sequestro de carbono até a recomposição de biomas.

Especialista em meio ambiente e bióloga, Cris Murgel explica que o Departamento de Sustentabilidade da Faesp, pelo qual é responsável, foi criado em 2024 para concentrar as ações da área junto aos sindicatos rurais e produtores de São Paulo e estabelecer uma ponte com o poder público. “Muitas vezes, os pequenos e médios ficam apartados de processos quando falamos de questões como a regularização ambiental do imóvel e discussões sobre recursos hídricos”, exemplifica.

[Fonte Original]

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