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segunda-feira, janeiro 5, 2026

Aumentam as chances de lixo espacial atingir aeronaves, alertam especialistas

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Dá-se o nome de “lixo espacial” para todo resquício tecnológico que deixou de funcionar e orbita a atmosfera da Terra, como restos de foguetes e satélites. Segundo o site Space, pelo menos uma nave (ou uma parte dela) cai na Terra uma vez por semana, o que pode acarretar acidentes.


























































De forma geral, a maioria desses fragmentos é destruída uma vez que adentram a atmosfera terrestre, visto que a alta velocidade e o calor gerado obliteram o hardware. Contudo, algumas peças ainda podem resistir à desintegração e são elas que representam o problema.

Alguns objetos ficam tão minúsculos quanto grãos de poeira, outros, entretanto, permanecem tão grandes quanto um tanque de propelente — independentemente do tamanho, se entrarem em contato com uma aeronave, podem ocasionar um acidente. Esse risco costumava ser bem pequeno, mas agora tem crescido o bastante para que os especialistas sejam obrigados a desenvolver estratégias para reduzi-lo novamente.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores alertam para o aumento das chances de resquícios de lixo espacial reentrarem na atmosfera terrestre e causarem desastres aéreos;
  • Isso porque essas partículas circulam na mesma altitude que as aeronaves transitam, o que coloca centenas de vidas em risco em diferentes regiões pelo mundo;
  • A esperança é encontrar uma maneira de limitar a quantidade de lixo espacial na atmosfera e prever quando e onde é seguro voar.

Publicada na Nature em janeiro de 2025, a pesquisa “O fechamento do espaço aéreo devido à reentrada de objetos espaciais” foi desenvolvida por Ewan Wright, Aaron Boley e Michael Byers, e detalha como o espaço aéreo de alguns aeroportos, de países como os Estados Unidos, sofrem com até 26% de chances de terem voos atingidos por lixo espacial.

Como o lixo espacial pode derrubar a internet do futuro
Ilustração digital de fragmentos de satélites, foguetes e naves circulando na atmosfera terrestre (Reprodução: DALL-E/ChatGPT para o Olhar Digital)

este outro estudo de 2020, concebido por William H. Ailor, prevê que até 2030, as chances de qualquer voo comercial atingir um pedaço de lixo espacial alcançam a probabilidade de 1 para 1.000.

As estatísticas não parecem assustadoras a princípio, no entanto, conforme o número de voos comerciais aumenta e a progressão de lixo espacial cresce, o risco de centenas de vidas serem atingidas em pleno ar torna-se uma possibilidade real, como informa o site Space. Ainda é dito que mesmo fragmentos pequenos podem causar uma catástrofe, especialmente em motores a jato.

Avião modelo Boeing 747-400
Avião modelo Boeing 747-400 (Imagem: Reprodução/Wikipédia)

As aeronaves podem ser afetadas até mesmo por pequenos detritos. Aviões que sobrevoam no espaço aéreo cheio de cinzas de vulcão, por exemplo, já correm um sério risco de serem afetados por essas minúsculas partículas. O mesmo pode ocorrer se uma aeronave for atingida por fragmentos de lixo espacial.


— Benjamin Virgili Bastida, engenheiro de sistemas de detritos espaciais da Agência Espacial Europeia, em entrevista ao jornal Space.

O artigo científico publicado na Nature (clique aqui) já discute sobre a difícil decisão de fechar ou não um espaço aéreo, mesmo que por pouco tempo. Enquanto o fechamento salvaria centenas ou milhares de vidas, este ato afetaria significativamente a economia do país que tomasse tal atitude.

Foguete Long March 5B, com o módulo Mengtian encapsulado no topo, sendo posicionado na plataforma de lançamento. Imagem: Tu Haichao/Xinhua

Leia mais:

Em novembro de 2022, uma parte significativa do espaço aéreo da Espanha foi fechada devido a reentrada descontrolada de um objeto espacial na atmosfera da Terra: destroços de um foguete chinês.

O fragmento do Long March 5B que reentrou na atmosfera era incomum, porque diferente dos objetos espaciais que chegam ao planeta em frangalhos, este atravessou o céu com aproximadamente 20 toneladas (ou seja, 20 mil kg). Felizmente, o lixo foi destruído enquanto descia e não ocasionou acidentes, ainda assim, serve como exemplo ilustrativo de como esses fragmentos podem ser perigosos.

Eventos mais recentes também já aconteceram, como destroços de uma nave da SpaceX que reentraram na atmosfera no verão de 2025 e forçaram diferentes espaços aéreos da Europa a serem fechados.

Bastida informou ao Space que as pesquisas buscam identificar o real limite de risco a que as aeronaves estão expostas. Dentre as estratégias pensadas, é possível citar o plano de limitar a quantidade de lixo espacial que chega até a altitude por onde circulam os aviões, e aumentar a previsão de quando e onde será seguro para as aeronaves transitarem.


[Fonte Original]

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