21.5 C
Brasília
sábado, janeiro 31, 2026

Empresas brasileiras entram na cobiçada ‘A List’ do CDP, referência global em transparência ambiental

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Duas empresas brasileiras conquistaram nota máxima na cobiçada “A List” de 2025 do CDP, ranking internacional considerado o “padrão-ouro” em transparência e desempenho ambiental e cada vez mais utilizado por investidores e grandes compradores como um dos critérios para alocação de capital e seleção de fornecedores.

Divulgada nesta quinta-feira, a A List 2025 reconhece organizações que atingiram as pontuações mais altas nas avaliações de práticas de mudanças climáticas, florestas e segurança hídrica. Neste ano, 877 empresas em todo o mundo — cerca de 4% das 22.100 avaliadas — alcançaram o selo máximo em ao menos uma das três frentes ambientais avaliadas – Clima, Florestas e Água. Dessas, apenas 23 no mundo todo conquistaram a nota A nas três categorias simultaneamente.

Entre as empresas, quase 20 mil foram efetivamente pontuadas, incluindo mais da metade da capitalização de mercado global. Desse total, mais de 1.600 companhias avaliadas têm sede na América Latina, ampliando a visibilidade regional em um ambiente de crescente exigência por métricas ambientais confiáveis.

Na América Latina, aproximadamente 35 companhias integram a lista em algumas das categorias, mas apenas três obtiveram o reconhecimento “Triple A”, que contempla desempenho de excelência simultâneo nas três frentes ambientais. Duas são brasileiras: a empresa de papel e celulose Klabin e a produtora de proteína animal Marfrig. A Marfrig faz parte hoje do grupo MBFR, resultante da fusão da Marfrig com a BRF. Como a avaliação se deu antes da fusão, Marfrig e BRF foram avaliadas separadamente.

Seis outra companhias obtiveram pontuação “A” em dois dos três aspectos: Braskem (Clima e Água) BRF (Clima e Água), CPFL Energia (Clima e Água), ENGIE (Clima e Água) , Lojas Renner (Clima e Água), Neoenergia (Clima e Água) e SLC Agrícola (Clima e Floresta).

Desde 2023, o CDP observa crescimento consistente no número de notas máximas concedidas. As avaliações com nota A em mudanças climáticas passaram de 346 para 751 entre 2023 e 2025. Em segurança hídrica, o número saltou de 101 para 263, enquanto, em florestas, avançou de 30 para 55. Para o CDP, os dados indicam maior integração entre a gestão de riscos climáticos e de natureza nas estratégias corporativas.

O avanço regional ocorre em um contexto de crescente pressão do mercado por dados ambientais padronizados e comparáveis, de acordo com a organização. Em 2025, 640 investidores, que juntos administram US$ 127 trilhões em ativos, solicitaram informações ambientais por meio do CDP. Além disso, mais de 270 grandes compradores exigiram dados de cerca de 45 mil fornecedores ao longo de suas cadeias globais, reforçando a consolidação do reporte ambiental como insumo direto para decisões de investimento, crédito e compras corporativas.

Ao todo, mais de 23,1 mil empresas, cidades, estados e regiões divulgaram informações ambientais pela plataforma do CDP em 2025. Na América Latina, cerca de 2.260 organizações participaram, número que reflete, segundo a entidade, a resiliência do modelo de divulgação mesmo diante de um cenário global marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Além de ter uma validação externa com credibilidade como a do CDP, o formulário do CDP Climate Change é utilizado para avaliar o desempenho das empresas participantes do processo de seleção à carteira do ISE B3 na dimensão Mudança no Clima. Quem não responder, fica de fora do Índice de Sustentabilidade Empresarial da bolsa de valores brasileira. Para ser incluída na carteira do ISE B3 a empresa precisa obter um score igual ou superior a “C”

A divulgação também avançou no setor público subnacional. Em 2025, mais de mil cidades, estados e regiões — representando mais de um bilhão de pessoas — reportaram dados ambientais, sendo cerca de 263 na América Latina. Globalmente, 122 governos subnacionais receberam nota A, equivalente a 15% dos entes avaliados. No Brasil, quatro cidades conquistaram nota A em Clima: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

Para a CEO do CDP, Sherry Madera, o movimento sinaliza uma mudança estrutural no funcionamento dos mercados. “Dados ambientais claros e consistentes tornaram-se indispensáveis para decisões sólidas. A divulgação fortalece a resiliência das organizações, apoia a inovação e destrava investimentos”, afirmou, em nota.

Segundo a entidade, a base de dados reunida em 2025 consolida o CDP como a principal fonte global de informações ambientais corporativas e governamentais, apoiando desde a gestão de riscos climáticos até o planejamento de investimentos em adaptação e transição sustentável.

Lista de empresas brasileiras com nota A em alguma categoria do CDP

Empresas brasileirasCLIMAFLORESTAÁGUA
AmaggiA
Ambipar Participacoes e EmpreendimentosA
Atacadao SAA
Banco Bradesco S/AA
Banco do Brasil S/AA
Banco Santander Brasil SAA
Braskem S/AAA
BRF S.AAA
Centrais Eletricas Brasileiras S/A (ELETROBRAS)A
Cia Paranaense de Energia – COPELA
Companhia Energetica Minas Gerais – CEMIGA
COSAN S.A.A
CPFL Energia SAAA
CSN CIMENTOS BRASIL S/AA
ENGIE Brasil Energia S.A.AA
Grupo Riachuelo/GuararapesA
Iochpe-Maxion SAA
Itaú Unibanco Holding S.A.A
Itaúsa S.A.A
Klabin S/AAAA
Lojas Renner S.A.AA
Marfrig Global Foods S/AAAA
Movida Participacoes SAA
Natura Cosmeticos SAA
Neoenergia S.A.AA
SLC Agricola SAAA
Suzano Papel & CeluloseA
Telefonica Brasil S.A.A
TIM BrasilA
Votorantim CimentosA

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img