Uma moeda comum de R$ 1, ainda em circulação no Brasil, entrou de vez no radar de colecionadores. Cunhada em 2014, ela ganhou destaque por ter uma das menores tiragens entre as moedas regulares do real, fator que sustenta sua classificação como a segunda moeda comum mais rara de R$ 1 já emitida.
O exemplar segue o padrão tradicional. No anverso, traz a efígie da República, o nome Brasil e grafismos característicos da série. No reverso, aparecem o valor facial, linhas diagonais de destaque, a data de cunhagem, a bandeira estilizada e as estrelas do Cruzeiro do Sul. Não há erros de cunhagem. Nada de reverso invertido, batida dupla ou falhas visuais.
Mesmo sem defeitos, o interesse cresce. O motivo está nos números.
Tiragem bem abaixo da média
De acordo com dados do catálogo de moedas 2026, a moeda de R$ 1 de 2014 teve tiragem de cerca de 11 milhões de unidades. Em comparação, anos próximos registraram volumes muito maiores. Em 2012, por exemplo, a produção passou de 145 milhões. Já em 2013, chegou a 40 milhões.
Esse contraste explica por que a moeda de 2014 ocupa posição de destaque no ranking das moedas comuns mais raras do real, atrás apenas de uma única emissão regular.
Com mais de uma década desde a cunhagem, a presença desse exemplar no troco diário se tornou cada vez menos frequente. Colecionadores relatam dificuldade crescente para encontrá-la em circulação, o que reforça seu apelo no mercado numismático.
Valores no catálogo de moedas raras de 2026
O catálogo traz uma variação de preços conforme o estado de conservação. Os valores servem como referência e não determinam preço final de venda.
- MBC (Muito Bem Conservada): cerca de R$ 8,40
- Soberba: em torno de R$ 18,50
- Flor de Cunho: pode chegar a R$ 42
Especialistas observam que moedas com baixa tiragem costumam ganhar valor ao longo do tempo, especialmente quando permanecem fora do radar do grande público por anos.
Interesse em alta entre colecionadores
A moeda de R$ 1 de 2014 já aparece com frequência em coleções pessoais e grupos de numismática. A expectativa de valorização futura também impulsiona a procura, sobretudo entre quem busca moedas comuns com potencial de crescimento.
Os dados e análises foram apresentados pelo canal do YouTube Veio Parar Nas Minhas Mãos, referência entre colecionadores iniciantes e experientes.
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Para quem guarda moedas do dia a dia, vale atenção. Algumas raridades passam despercebidas por anos, até que o mercado resolve olhar com mais cuidado.