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quinta-feira, janeiro 8, 2026

Tragédia anunciada em Simões Filho: passageiros mostram superlotação e risco de morte em ônibus da empresa Avanço

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A rotina de quem depende do transporte público em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, segue longe do ideal e cada vez mais perigosa. Todos os dias, milhares de passageiros enfrentam ônibus superlotados, frota mal conservada, atrasos frequentes e o medo constante de furtos e assaltos. Imagens enviadas ao N1N mostram passageiros viajando pendurados nas portas dos veículos, uma situação extrema que expõe o risco de acidentes graves e até mortes.

O cenário se agrava nos horários de pico e afeta diretamente a qualidade de vida de trabalhadores, idosos e pessoas com deficiência. Em muitos casos, os ônibus passam lotados e deixam passageiros nos pontos. Em outros, seguem viagem mesmo sem condições mínimas de segurança, transformando o trajeto diário em um verdadeiro teste de resistência.

Nos momentos de maior movimento, o problema se intensifica. Veículos superlotados atrasam compromissos, aumentam o desgaste físico e emocional e colocam vidas em risco.

Passageiros relatam que não há espaço nem para se segurar corretamente, o que aumenta a chance de quedas e ferimentos em caso de freadas bruscas. Para quem usa o sistema todos os dias, a sensação é de que uma tragédia pode acontecer a qualquer momento.

O sofrimento em Simões Filho

José Sacramento, de 57 anos, conhece bem essa realidade. Morador do KM 25, bairro próximo à região central de Simões Filho, ele trabalha em Lauro de Freitas e enfrenta diariamente os ônibus cheios nos horários mais disputados.

“Olha o buzu que fui trabalhar hoje de manhã (06/01). Uma vergonha. Mais de 100 pessoas dentro desse buzu aí. Essa empresa é uma vergonha. Teve ponto que nem parou porque não cabia mais gente. A volta é a mesma coisa, nunca vou sentado, sempre vou em pé. Todo mundo parecendo uma sardinha”, relata.

Créditos: (Reprodução/ Redes Sociais)

Para os passageiros, as imagens de pessoas penduradas nas portas dos ônibus não são casos isolados, mas reflexo de um sistema sobrecarregado e sem fiscalização adequada. A cada dia, cresce o medo de que a superlotação termine em acidente grave, reforçando a percepção de que o transporte público em Simões Filho vive uma tragédia anunciada.

Transporte deixa a população doente

Pesquisas indicam que experiências como essas aumentam quadros de ansiedade, crises de pânico e outros transtornos mentais. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a professora Laura Quadros, do Departamento de Psicologia Clínica, acompanha estudantes e trabalhadores e observa queda no rendimento associada ao estresse diário vivido nos transportes públicos. Para especialistas, o problema vai além da mobilidade e já impacta diretamente a saúde da população.

[Fonte Original]

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