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sexta-feira, janeiro 9, 2026

Crítica | Absolute Batman: Ark M – Plano Crítico

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Gostando ou não, a DC Comics, somente em 2025, vendeu 8,5 milhões de exemplares de HQs do Universo Absolute, com Absolute Batman sendo responsável por nada menos do que 3 milhões desse total e o Batman como personagem e seus infinitos derivados muito facilmente carregando nas costas toda a editora com suas demais publicações que incluiu até mesmo uma rara renumeração de sua revista principal. É natural, portanto, que a editora velozmente multiplique seus esforços para surfar nessa onda de sucesso antes que ela vire uma mera marola. Ark M, especial na forma de edição única e autocontida de Absolute Batman, é o mais novo exemplar dessa tendência, depois dos one-shots Absolute Evil e Absolute Batman: Anual 2025, inaugurando o ano de 2026 com a promessa de muito mais do mesmo.

Apesar de eu, pessoalmente, nadar na contramão e considerar Absolute Batman a pior das publicações desse novo universo, sou, por outro lado, o primeiro a laureá-lo no que ele merece ser laureado, notadamente Absolute Mulher-Maravilha (e, em grau menor, mas ainda alto, Absolute Superman), além da incrivelmente espetacular Absolute Caçador de Marte, publicação tão fora da curva que ela nem parece ser de uma editora mainstream. Ou seja, há realmente mérito nesse sucesso todo, apenas não, talvez, justamente na HQ mais vendida em muitos anos. Seja como for, Ark M pega a “deixa” do segundo arco de Absolute Batman, em que a instalação secreta homônima que é parte prisão, parte sanatório e grande parte laboratório de manipulação genética para a criação de um exército de supervilões, é apresentada, com o próprio Batman passando uma “temporada” por lá, para contar a origem do lugar por meio do diário do Dr. Amadeus Arkham que, em 1945, decide se livrar do Asilo Arkham que fundou com objetivos altruístas e passá-lo adiante para um personagem que permanece sem nome quase até o final da edição.

Mas a história mesmo começa antes ainda, lá pelo final da Guerra Civil, com a morte de seu pai durante uma batalha que ocorreu após a assinatura da rendição dos Confederados e o que acontece com sua mãe em seguida, levando-o a, nas décadas seguintes, a erigir a instituição para ajudar pessoas com questões mentais, evoluindo para ser o lugar para aonde os criminosos insanos eram enviados, incluindo o ainda misterioso Coringa desse universo. A tragédia da história de Amadeus Arkham é cheia de dor e mortes, além de uma reviravolta esperta, mas não particularmente sensacional, que dá contexto à existência do próprio diário que é usado na HQ, emprestando uma dimensão maior aos eventos e construindo os alicerces para o que viria a ser o Ark M, algo que vemos apenas em um corte abrupto para o presente, com o Batman brutamontes mais uma vez invadindo o local e um famoso supervilão sendo apresentado em sua versão Absolute na última página, dando a impressão de que a edição existe muito mais para isso do que para ser uma história de origem.

Diferente de Absolute Evil, que tem mesmo todo o jeito de narrativa solta que faz a convergência dos mais relevantes vilões desse universo, Ark M parece mais um prelúdio do terceiro arco de Absolute Batman que poderia muito bem ser justamente isso, sem merecer o tratamento mais solene de edição única. No entanto, é uma história interessante, que empresta um bom grau de ancestralidade à mitologia dessa nova Gotham City e também ao Coringa, algo que é ampliado pelo estilo “antiquado” da arte de Joshua Hixson, ainda que, no frigir dos ovos, ela não acrescente nada de tão relevante assim. É como um narrativa “entre parênteses” que aborda um detalhe da criação macro de Scott Snyder com o objetivo claro de se aproveitar do inconteste sucesso do Universo Absolute. Faz sentido, é justificável e não se enquadra meramente como caça-níquel, mas Absolute Batman: Ark M poderia ter sido uma nota de rodapé.

Absolute Batman: Ark M (Idem – EUA, 2026)
Roteiro: Scott Snyder, Frank Tieri
Arte: Joshua Hixson
Cores: Roman Stevens
Letras: Clayton Cowles
Editoria: Sabrina Futch, Katie Kubert
Editora: DC Comics
Data original de publicação: 07 de janeiro de 2026
Páginas: 29



[Fonte Original]

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