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quarta-feira, janeiro 28, 2026

Bitcoin sobe mais de 2% aos US$ 90 mil em dia de decisão do Fomc

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O bitcoin (BTC) opera em alta nesta quarta-feira (28), dia de decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) nos Estados Unidos. Mesmo com projeções quase unânimes de manutenção das taxas no patamar atual, será importante acompanhar a divulgação, pois o comunicado e o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, podem dar pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Sinalizações favoráveis a cortes de juros nas próximas reuniões devem ser bem recebidas nos ativos de renda variável, como as criptomoedas. Afinal, juros mais baixos na maior economia do mundo significam mais liquidez globalmente e menor atratividade da renda fixa.

Além disso, a coletiva de imprensa com Powell deve ser dominada por perguntas sobre os frequentes atritos do presidente do Fed com o presidente dos EUA, Donald Trump. Ontem, Trump disse que deve nomear em breve o sucessor de Powell, cujo mandato se encerra em maio.

Às 10h45 (horário de Brasília) o bitcoin sobe 2,6% em 24 horas, cotado a US$ 90.293, conforme dados do CoinGecko. Em reais, a moeda digital tem alta de 1,3% a R$ 467.933, segundo cotação do Cointrader Monitor.

Entre as altcoins, o ether, moeda digital da rede Ethereum, sobe 4,3% a US$ 3.037. Enquanto isso, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, registra ganhos de 2,8% a US$ 1,93; a solana (SOL) tem valorização de 3,1% a US$ 127,30; e o BNB (token da Binance Smart Chain) avança 2,8% a US$ 906,61.

O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 3,14 trilhões.

Em relatório, a Vault Capital afirma que o bitcoin está em um cenário de lateralização com o gráfico de cotações apontando resistências nos US$ 90,6 mil e US$ 93,4 mil, enquanto os suportes estão nos US$ 85 mil e US$ 82,1 mil.

Os consultores dizem que apesar do preço ainda não ter tocado nessas extremidades, o mercado de opções revela um cenário tenso. “O custo de proteção contra queda está significativamente mais alto, indicando que grandes participantes estão pagando caro para se proteger de um movimento abrupto para baixo. O mercado não está tranquilo, está em compasso de espera”, afirma a Vault.

Já André Franco, CEO da Boost Research, diz que a fraqueza acentuada do dólar e o ambiente de liquidez associado a ela podem criar um pano de fundo favorável para ativos de risco e cripto, oferecendo suporte ao BTC.

“No entanto, a incapacidade do bitcoin de acompanhar os recordes de preços em ações e commodities sugere que a dinâmica de liquidez ainda favorece movimentos em ativos menos voláteis ou considerados portos-seguros, como ouro, o que pode limitar o avanço expressivo do BTC no curtíssimo prazo”, ressalva.

Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 147,4 milhões.

O principal responsável pelo fluxo vendedor foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 102,8 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.

nos ETFs de ether, o fluxo foi negativo em US$ 63,6 milhões. O maior alvo das vendas foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 59 milhões.

Por fim, nos ETFs de solana houve um saldo positivo de US$ 1,9 milhão.

[Fonte Original]

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