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quarta-feira, janeiro 28, 2026

Bolsas de NY reduzem ganhos à espera do Fed; dólar ganha força no exterior

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As bolsas de Nova York reduziram os ganhos, após o S&P 500 ter tocado os 7 mil pontos pela primeira vez na história, com investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) logo mais, às 16h. O dólar no exterior ganha força, após cair na véspera ao menor nível desde 2022, e as taxas de Treasuries rondam a estabilidade.

Por volta das 13h20, o índice Dow Jones oscilava +0,05%, aos 49.030,98 pontos; o S&P 500, +0,03%, aos 6.980,38 pontos, e o Nasdaq Composto tinha alta de 0,11%, aos 23.843,37 pontos. O rendimento dos Treasuries de 10 anos avançava para 4,253%, de 4,217%.

Nos mercados de câmbio, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – subia 0,30% a 96,50 pontos, nas máximas do dia. O dólar ganhou força depois que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os Estados Unidos sempre têm uma política de dólar forte e não estão intervindo nos mercados cambiais.

O dólar teve queda firme ontem após o presidente americano Donald Trump indicar que seu governo não se importava com a desvalorização da moeda.

Ainda hoje, a expectativa geral é de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) mantenha a taxa de juros inalterada em sua reunião de janeiro. “Esperamos que o comunicado pós-reunião e a coletiva de imprensa sinalizem máxima flexibilidade, visto que o comitê busca manter suas opções em aberto”, diz o Wells Fargo, em nota.

O banco vê dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa de juros nas reuniões de março e junho, mas os riscos parecem cada vez mais inclinados para um afrouxamento monetário mais tardio e possivelmente menor neste ano. “Há um argumento robusto de que, quanto mais tempo demorarem para cortar a taxa, maior será o obstáculo para justificar, em termos econômicos, a necessidade de um afrouxamento monetário adicional.”

O chefe de economia do Macquarie Group, David Doyle, escreve em nota que a reação do mercado provavelmente se concentrará nas mudanças na linguagem da declaração e na comunicação do presidente Jerome Powell, bem como em qualquer possível orientação sobre o momento e a magnitude de futuros cortes de juros.

Os principais tópicos que podem ser abordados na coletiva de imprensa incluem o mercado de trabalho, a perspectiva da inflação, a política comercial e a independência do Fed. “Nosso cenário base permanece o de que o Fed manterá a taxa inalterada nos próximos meses, sem cortes adicionais no horizonte.”

Doyle diz ainda que o próximo passo do Fed deve ser um aumento, potencialmente no quarto trimestre de 2026, na medida em que o mercado de trabalho está melhorando e que o desemprego diminuirá em termos de tendência. “Um risco importante para essa visão é o potencial de um futuro presidente do Fed influenciar o comitê em uma direção mais ‘dovish’ (propenso ao afrouxamento monetário). No entanto, acreditamos que esse risco é atenuado por uma possível mudança nos incentivos do novo presidente assim que ele assumir o cargo.”

[Fonte Original]

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