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sexta-feira, janeiro 30, 2026

Ibovespa recua 0,8% com mau humor nos EUA; units do BTG Pactual cedem 2%

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A quinta-feira foi marcada pela forte volatilidade nos mercados locais. No começo da manhã, a sinalização dada ontem pelo Banco Central de que deverá cortar a Selic na reunião de março abriu espaço para uma valorização intensa do Ibovespa, que chegou a renovar recorde intradiário, ao tocar os 186.450 pontos.

Após a abertura das bolsas americanas, porém, os resultados decepcionantes de algumas empresas de tecnologia, especialmente da Microsoft, elevaram a aversão a risco no pregão e turbinaram um movimento de realização do Ibovespa depois de dias de recordes. Uma possível realocação de portfólios no fim do mês também pode ter ajudado a amplificar o movimento.

No fim do dia, o Ibovespa cedeu 0,84%, aos 183.134 pontos. Na mínima, o índice chegou a encostar nos 181.567 pontos, mas devolveu uma parte das perdas perto do fim da sessão com a recuperação de algumas ações de commodities e com o avanço de Banco do Brasil.

Encerrados os negócios, as PN da Petrobras subiram 0,96%; as ON da Vale tiveram alta de 0,51%; e os papéis do BB ganharam 0,39%. Na ponta contrária, bancos cederam, com destaque para as perdas de 2,01% das units do BTG Pactual, que chegaram a entrar em leilão durante o dia em virtude da queda mais intensa. Segundo participantes de mercado, não houve um motivo específico que possa ter impulsionado o recuo mais forte.

“O ‘efeito Copom [Comitê de Política Monetária]’ desapareceu assim que o mercado lá fora abriu”, destaca o gestor de ações da Nest Asset Management, Luís Castro da Fonseca. “Lá fora, o problema foi mais nos ‘earnings’ [lucros] das empresas de tecnologia, o que em tese não deveria afetar o Brasil. Porém, quando os movimentos são rápidos, o mercado acaba ignorando esses detalhes”, explica.

No fim do dia, as ações da Microsoft recuaram 9,99% na Nasdaq, mesmo após a empresa ter apresentado lucro e receita acima das expectativas de analistas no segundo trimestre fiscal. No entanto, a preocupação dos investidores é com a divisão de nuvem da big tech: a receita da plataforma de computação em nuvem Azure cresceu 39% em relação ao ano anterior, ligeiramente abaixo do crescimento de 40% registrado no primeiro trimestre, aponta a Dow Jones Newswires.

Nesse contexto, a diretora-financeira, Amy Hood, disse na teleconferência de resultados que a Microsoft espera que a receita da Azure cresça entre 37% e 38% no terceiro trimestre, em moeda constante, dentro do que Wall Street esperava, de um avanço de 37,6%.

“Microsoft causou uma correção simultânea em todas as classes de ativos e moedas no mundo todo. Posteriormente, houve uma recuperação de cerca de metade ou dois terços da queda, dependendo do mercado, o que resultou em um recuo diário mais suave”, ponderou o gestor e sócio-fundador da Cardinal Partners, Marcelo Audi.

No fim da sessão, a maior parte dos principais índices americanos fechou no negativo, mas distante das mínimas vistas no pior momento do pregão: Nasdaq perdeu 0,72%; o S&P 500 caiu 0,13% e o Dow Jones subiu 0,11%.

[Fonte Original]

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