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domingo, janeiro 18, 2026

Juros futuros têm movimentos moderados após ataque dos EUA à Venezuela

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Os juros futuros fecharam o pregão desta segunda-feira (5) com movimentos distintos ao longo da curva a termo. Vértices intermediários cederam com o apoio de um ambiente positivo para ativos de risco no exterior, ao passo em que as taxas de longo prazo anotaram avanços modestos com algum residual de acréscimo de prêmios de risco após o ataque dos Estados Unidos a Caracas e a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 ficou estável ante o ajuste anterior, em 13,70%; a do DI de janeiro de 2028 teve queda de 13,04% a 12,995%; a do DI de janeiro de 2029 recuou de 13,055% para 13,015%; e a do DI de janeiro de 2031 anotou leve alta de 13,32% a 13,335%.

Ao longo da sessão de hoje, as taxas oscilaram perto dos ajustes na maior parte do dia, com alguns picos de aversão a risco afetando os negócios principalmente nos primeiros minutos de pregão. Passada a reação inicial aos eventos na Venezuela do fim de semana, os mercados internacionais apresentaram um comportamento positivo, o que se refletiu na renda fixa doméstica.

Os juros futuros de prazos intermediários chegaram a recuar quase 10 pontos-base (ou 0,1 ponto percentual) nas mínimas intradiárias. Embora o ritmo tenha diminuído, esses trechos da estrutura a termo da curva de juros futuros sustentaram a queda até o fim do pregão com base no ambiente externo favorável a ativos de risco.

“Eu li a primeira hora de pregão como uma proteção clássica e não uma mudança de fundamentos”, avalia um membro da tesouraria de um importante banco local, ao comentar o movimento do mercado logo após a abertura. “Estou inclinado a ignorar esse movimento a menos que a narrativa sobre EUA e México escale ou a Colômbia seja puxada para o conflito.”

Vale lembrar que, após o exército americano capturar Maduro, Trump disse que “é preciso fazer algo” sobre a presença dos cartéis no México e que uma nova operação na Colômbia “parece [algo] bom”.

Para os estrategistas Dirk Willer e Alex Saunders, do Citi, impactos dos riscos geopolíticos nos mercados não devem durar e, a menos que os preços do petróleo mudem drasticamente, o evento na Venezuela não irá provocar uma perda significativa para ativos de risco – e, portanto, não implica oportunidade de compra para os investidores.

“Com a ressalva de que a situação permanece instável, nossos estrategistas de commodities veem como pequena a possibilidade de um grande aumento no preço do petróleo com base nas informações atuais”, avaliam Willer e Saunders.

Assim, diante da ausência de gatilhos locais para os negócios, o mercado de renda fixa doméstico seguiu a tendência tranquila dos mercados globais enquanto os investidores aguardam por importantes indicadores econômicos, com destaque para o IPCA de dezembro, que sairá na sexta-feira (9). Dados piores do que a expectativa do mercado tendem a sacramentar a reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) como a mais provável para o primeiro corte da Selic, mas números benignos podem recolocar a decisão de janeiro de volta ao páreo.

[Fonte Original]

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