O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,7% em novembro na comparação com outubro, em dados livres de influências sazonais, divulgou hoje o Banco Central (BC). Em outubro, o indicador teve alta de 0,73% (dado revisado de queda de 0,25%).
O resultado de novembro veio acima da mediana das estimativas colhidas pelo VALOR DATA, que era de alta de 0,40%. Entretanto, o dado ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de alta de 0,10% e alta de 0,80%.
No trimestre encerrado em novembro, houve avanço de 0,2% em relação ao trimestre anterior, na série dessazonalizada.
Nas comparações com 2024, o indicador – que é considerado uma espécie de “prévia do PIB” calculada pelo BC, houve crescimento de 1,2% em novembro e de 1,4% sobre o trimestre encerrado em novembro.
Em 12 meses encerrados em novembro, o indicador apresentou avanço de 2,4%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal. No acumulado dos 11 meses do ano, a variação também foi de 2,4%.
O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia.
O Banco Central também publicou as aberturas setoriais do indicador. O IBC-Br Agropecuária caiu 0,3% em novembro ante outubro. O IBC-Br Indústria subiu 0,8%, o IBC-Br Serviços subiu 0,63%, o IBC-Br Impostos subiu 1,13% e o IBC-BR Ex-Agropecuária subiu 0,7%.
Segundo o BC, por conta das diferenças metodológicas, se espera que as diferenças entre o IBC-Br e as contas nacionais do IBGE sejam maiores nas aberturas setoriais do que nos agregados.