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sábado, janeiro 17, 2026

Agência dos EUA recomenda cautela para voos na América Latina

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A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) emitiu nesta sexta-feira (16) um aviso para aeronaves civis do país em pontos da América Latina devido a ação militar nos próximos meses.

O comunicado da agência recomenda cautela para tráfego aéreo sobre águas nas Regiões de Informação de Voo do México, América Central, Panamá, Bogotá, Guayaquil (no Equador), na totalidade das Regiões de Informação de Voo Oceânicas de Mazatlán (cidade no estado mexicano de Sinaloa) e em parte do espaço aéreo não atribuído (isto é, onde não é prestado serviço de controle de tráfego aéreo) do Oceano Pacífico Oriental.

“A FAA aconselha a aviação civil dos EUA a ter cautela ao voar nas áreas afetadas do espaço aéreo devido à atividade militar em andamento e à interferência do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS)”, apontou a nota.

“Há relatos de interferência intermitente do GNSS ocorrendo no Oceano Pacífico Oriental. Embora as aeronaves geralmente recuperem o sinal GNSS logo após deixarem a área de interferência conhecida, os efeitos podem persistir durante todo o voo e impactar voos subsequentes”, continuou.

“Aeronaves militares dos EUA podem operar em altitudes de sobrevoo iguais ou inferiores às de cruzeiro normalmente utilizadas pela aviação civil, com pouco ou nenhum aviso prévio, e podem realizar operações sem transponders, enquanto as operações militares dos EUA na região continuam”, acrescentou a FAA. A recomendação tem vigência de 60 dias.

Desde o final de agosto, os Estados Unidos enviaram navios militares, incluindo o maior porta-aviões do mundo, e caças para o Mar do Caribe para bombardear embarcações que Washington diz serem ligadas ao narcotráfico.

Já foram realizados ao menos 35 ataques a 36 embarcações no Mar do Caribe e no Pacífico, nos quais 115 pessoas foram mortas.

Tal operação culminou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro no último dia 3, para responder a acusações relacionadas ao narcoterrorismo na Justiça federal americana.

Desde então, o presidente americano, Donald Trump, intensificou os alertas de que pretende realizar operações contra cartéis de drogas dentro do território do México e na Colômbia, embora nos últimos dias tenha baixado o tom, após conversas com os mandatários dos dois países, Claudia Sheinbaum e Gustavo Petro, respectivamente.

Nesta semana, o presidente colombiano disse que vai se encontrar com Trump nos Estados Unidos em 3 de fevereiro.

[Fonte Original]

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