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segunda-feira, janeiro 5, 2026

Comida e Ciência: Conheça 5 Grandes Marcos de 2025

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Café foi destaque nas pesquisas

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A alimentação deixou de ser um tema periférico da saúde para ocupar o centro do debate científico sobre longevidade, cognição e funcionamento metabólico. Em 2025, pesquisas robustas mostraram que escolhas alimentares cotidianas atuam diretamente em mecanismos profundos do organismo, influenciando o envelhecimento celular, a integridade do sistema nervoso, a inflamação crônica e até a expectativa de vida. Comer passou a ser entendido não apenas como ingestão de nutrientes, mas como um fator biológico capaz de ativar ou silenciar processos determinantes para a saúde ao longo do tempo.

Ao longo do ano, estudos publicados em revistas científicas de referência reforçaram uma mudança de paradigma: alimentos específicos demonstraram impacto mensurável sobre o risco cardiovascular, a microbiota intestinal, a memória, o estresse oxidativo e a capacidade do corpo de lidar com contaminantes ambientais. A ciência deixou claro que o que se consome diariamente não apenas sustenta o corpo, mas interfere ativamente na forma como ele envelhece, adoece ou se protege.

O café prolonga a vida

Em entrevista ao The Telegraph, o renomado cientista britânico Tim Spector destacou benefícios do café para a saúde com base em estudos recentes. Segundo ele, pessoas que consomem café diariamente apresentam um risco 30% menor de desenvolver doenças cardíacas, além de efeitos positivos na proteção da microbiota intestinal.

Mike Marsland/Getty

Tim Spector, o cientista britânico do café

Outro ponto central da pesquisa foi o valor antioxidante do café, associado à liberação de polifenóis, como os ácidos clorogênicos, que ajudam a reduzir inflamações e o estresse oxidativo. Além disso, por ser fermentado, o café contribui com probióticos para a flora intestinal.

A esses benefícios somou-se um dado relevante. Em dezembro de 2025, pesquisadores da Universidade de Coimbra publicaram o estudo Impact of coffee intake on human aging: Epidemiology and cellular mechanisms na revista Ageing Research Reviews, demonstrando que o consumo de café pode reduzir a mortalidade e aumentar em até 1,8 ano a expectativa de vida.

Alecrim e sálvia contra o Alzheimer

Uma das ervas mais populares do mundo pode se tornar, em breve, um tratamento eficaz contra o Alzheimer. Em 2025, cientistas do Scripps Research Institute descobriram que o ácido carnósico presente no alecrim e na sálvia aumenta a densidade sináptica e melhora marcadores de memória associados à doença.

O composto já integra a lista de substâncias reconhecidas como seguras pela FDA, abrindo caminho para novos ensaios clínicos em humanos em um futuro próximo.

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Chá verde traz benefícios que estão sendo mais estudados

Chá verde como estimulante natural

De acordo com um estudo publicado na revista Frontiers in Public Health, o chá verde apresenta benefícios até então pouco explorados como antioxidante e no auxílio ao controle de doenças crônicas.

A comunidade científica concluiu que o consumo regular de chá verde pode melhorar o humor de forma natural, sem efeitos colaterais, além de trazer benefícios à memória graças às suas propriedades anti-inflamatórias. O hábito também está associado à redução do índice de massa corporal e à melhora da qualidade do sono.

Frutas e verduras contra os microplásticos

A ciência alcançou um novo marco em 2025 ao identificar que a pigmentação natural de mirtilos, framboesas e cenouras, conhecida como antocianinas, pode ajudar a combater os microplásticos, hoje considerados um dos principais contaminantes alimentares.

A pesquisa, publicada no Journal of Pharmaceutical Analysis, mostrou que esses compostos vegetais atuam como potentes antioxidantes, ajudando a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação em todo o organismo. Segundo os pesquisadores, o alto teor de fibras dessas frutas e verduras permite que elas se liguem ao trato digestivo, facilitando a eliminação desses plásticos quase invisíveis pelo corpo.



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