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domingo, janeiro 11, 2026

Estados Unidos Captura Nicolás Maduro

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Fox 2 Detroit

Presidente Donald Trump em coletiva ao vivo para o canal Fox 2 Detroit

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Donal Trump afirmou na sua rede social Truth Social que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram “capturados e retirados do país por via aérea” em uma operação “em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos” neste sábado (3).

Ao descrever a ação à Fox News, Trump disse: “Quero dizer, eu assisti literalmente como se estivesse vendo um programa de televisão. Se você tivesse visto a velocidade, a violência — foi algo impressionante”.

A procuradora-geral Pam Bondi informou que Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, onde Maduro é acusado de “conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos”.

Ela afirmou que ambos “em breve enfrentarão todo o peso da justiça americana, em solo americano e nos tribunais americanos”.

Maduro e sua esposa estavam em sua residência na base militar de Ft. Tiuna, em Caracas, quando os Estados Unidos “bombardearam” e “realizaram o que podemos chamar de um sequestro do presidente e da primeira-dama do país”, disse Nahum Fernández, dirigente do partido governista venezuelano, à Associated Press.

Trump disse à Fox News que nenhum soldado americano morreu na operação, mas afirmou que alguns ficaram feridos quando um helicóptero foi atingido durante a ação.

Segundo ele, Maduro e Flores estavam a bordo do navio de guerra americano Iwo Jima, a caminho de Nova York, após serem capturados. Os dois pousaram na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart pouco antes das 17h no horário da costa leste dos EUA (19h no horário de Brasília).

Donald Trump também compartilhou em sua rede social uma suposta foto de Nicolás Maduro, retratado com os olhos cobertos por uma venda, usando óculos escuros, vestido de moletom e aparentemente contido por algemas.

Nicolas Maduro

Reprodução/Redes sociais

Captura de Nicolás Maduro abre caminho para maior presença americana no petróleo venezuelano

O que acontece a partir de agora na Venezuela?

“Vamos administrar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”, afirmou Trump durante uma entrevista coletiva em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida. “Não podemos correr o risco de que outra pessoa assuma o controle da Venezuela que não tenha em mente os interesses dos venezuelanos.”

Não está claro como Trump planeja supervisionar a Venezuela. Apesar de uma operação dramática durante a noite que derrubou a eletricidade em parte de Caracas e capturou Maduro em um de seus esconderijos ou próximo a ele, as forças dos EUA não têm controle sobre o país em si, e o governo de Maduro parece ainda estar no comando.

Os comentários de Trump sobre uma presença ilimitada na Venezuela ecoaram as mudanças de liderança no Iraque e no Afeganistão que terminaram com a retirada dos EUA após anos de ocupação. Ele disse que estava aberto à ideia de enviar forças dos EUA para a Venezuela. “Não temos medo de botas no chão”, disse ele.

Trump não deu respostas específicas às repetidas perguntas dos repórteres sobre como os EUA governariam a Venezuela.

Uma ocupação norte-americana “não nos custará um centavo” porque os Estados Unidos seriam reembolsados pelo “dinheiro que sai do solo”, afirmou Trump, referindo-se às reservas de petróleo da Venezuela, assunto ao qual ele voltou várias vezes durante a coletiva de sábado.

Trump disse que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia entrado em contato com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez. Mais tarde, ela se pronunciou afirmando que Maduro é o único presidente da Venezuela, e pediu calma e união para defender o país em meio ao “sequestro” de Maduro e disse que a Venezuela nunca será colônia de nenhuma nação.

Possível vácuo de poder no país

A remoção de Maduro, que liderou a Venezuela com mão de ferro por mais de 12 anos, potencialmente abre um vácuo de poder no país sul-americano.

Qualquer desestabilização séria na nação de 28 milhões de pessoas ameaça entregar a Trump o tipo de atoleiro que marcou a política externa dos EUA durante grande parte do século 21, como as intervenções no Afeganistão e no Iraque.

Os EUA não fazem uma intervenção tão direta na América Latina desde a invasão do Panamá, há 37 anos, para depor o líder militar Manuel Noriega, sob alegação de que ele liderava uma operação de tráfico de drogas. Os Estados Unidos fazem acusações semelhantes contra Maduro, acusando-o de administrar um “narcoestado” e de fraudar a eleição de 2024.

Maduro, um ex-motorista de ônibus de 63 anos, escolhido a dedo por Hugo Chávez para sucedê-lo em 2013, negou essas alegações e disse que Washington tinha a intenção de assumir o controle das reservas de petróleo de seu país, as maiores do mundo.

As ruas da Venezuela pareciam calmas quando o Sol nasceu. Soldados patrulhavam algumas partes e pequenas reuniões de pessoas pró-Maduro começaram a aparecer em Caracas. Outros, no entanto, expressaram alívio.

“Estou feliz, duvidei por um momento que isso estivesse acontecendo porque é como um filme”, disse a comerciante Carolina Pimentel, de 37 anos, na cidade de Maracay. “Está tudo calmo agora, mas sinto que a qualquer momento todos estarão comemorando.”

Autoridades venezuelanas condenaram a intervenção de sábado. “Na unidade do povo, encontraremos a força para resistir e triunfar”, afirmou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em uma mensagem de vídeo.

Embora vários governos latino-americanos se oponham a Maduro e digam que ele fraudou a votação de 2024, a ação direta dos EUA reaviva memórias dolorosas de intervenções passadas e, em geral, tem forte oposição dos governos e das populações da região.

A ação de Trump relembra a Doutrina Monroe, estabelecida em 1823 pelo presidente James Monroe, que estabelece a reivindicação de influência dos EUA na região.



[Fonte Original]

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